09 agosto, 2010

Colaboração - Programa 1 Milhão de Rodas



Trabalho voluntário é toda atividade desempenhada no uso e gozo da autonomia do prestador do serviço ou trabalho, sem recebimento de qualquer contraprestação que importe em remuneração ou auferimento de lucro. A Fundação Dixtal é uma organização sem fins lucrativos, atuante desde 1999. Conta com uma equipe de profissionais e voluntários conscientes e comprometidos com o trabalho de estimular relacionamentos colaborativos que melhorem a qualidade de vida das pessoas.

Além desse time, a Fundação conta com a extraordinária colaboração de voluntários e fortes parcerias com escolas públicas e organizações da sociedade cível, que tornam possível a realização de um trabalho lastreado na integração de todos os públicos envolvidos

Fui participar de um dos eventos deles na sede, e as primeiras impressões que tive é que um lugar levado a sério, que tem gente comprometida, e um pessoal que leva a sério trabalho voluntário, muitas pessoas matam o tempo ou preenchem o tempo vazio fazendo trabalho voluntário, porém lá pude perceber que existem pessoas que dão uma parte do seu tempo, para o trabalho voluntário, então ta ai uma mega dica pra quem quiser saber mais sobre o que é trabalho voluntário

Site Fundação DIXTAL

E entre as palestras tive um momento de intimidade com Deus e Ele me deu a seguinte frase que quero compartilhar com vocês.

"Um ditador cria escravos, porém um Colaborador Discípulos..."

Abraço galera fiquem com Deus


rebloged de The Old Box dica da Duda

GAME OVER




Esses dias vi uma amiga querida passar por algo que eu já passei, o fim de um namoro, e não consegui parar de pensar nesse tema, o FIM!

O fim, mas que coisa tão triste, não é? O fim é triste desde coisas banais e triviais até coisas importantes como o fim de um relacionamento... quem nunca ficou abalado com o fim da sua novela/ seriado favorito? Quem não chorou no ultimo dia de aula no do pré... do colegial... ou da faculdade? Quem não gastou pacotes de lenço no final de um namoro? Quem nunca sofreu em nenhum desses “THE END” ou “GAME OVER” que atire a primeira pedra...

Me lembro de quando eu terminei o meu primeiro namoro, que sensação de perda! Ah! A sensação do fim... É o fim de um namoro é uma etapa confusa, uma fase que você não sabe o que fazer com os seus sentimentos, uma fase que parece que você perde a sua identidade, perde seus parâmetros, você fica deslocado, você não é mais quem você era antes do namoro, o tempo se passou e você mudou sem que você desse conta e você também não pode mais ser quem você era durante o namoro, aquele rotina, aquele ritmo, se foi, se quebrou se rompeu...

E isso não acontece só no final do namoro, todo fim traz esse sentimento de perda e de estar perdido...

Quando eu fiz 20 anos fiquei assim, perdida. O meu objetivo era os 18 anos, ele era o meu sinal de liberdade, de juventude plena, e de repente acordei com 20. Epa? Não era isso que eu queria, queria os 18 anos, estava bom! 20 nunca! Jamais! Desde que eu me entendo por gente eu moro na casa dos 10, e como assim a casa dos 20 chega sem me avisar que vem?

E isso é verdade? Os 20 vieram sem avisar? Não! Os vinte não vieram sem avisar, se eu tivesse pensado um pouco e ouvido os meus pais (depois dos 18 tudo passa mais rápido) saberia que a conta é a seguinte.... 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20... e assim sucessivamente... o tempo passa e com ele um novo fim chega a cada dia, a cada nova etapa um fim, seja ele bom ou ruim (rimou)... fazer 18 anos, fim, acabou a matata agora você é gente grande; mudar de emprego, fim, o que você conhecia e já era fácil mudou agora são novos espaço, novas pessoas e novos desafios; terminar um relacionamento, fim, você vai ter que se acostumar com o titulo de solteiro de novo e voltar a viver a vida desta maneira; a concretização de um sonho, fim, esta na hora de buscar um novo.

Assim como a idade nada chega do dia para noite, o “Lost” avisou que ia acabar, todo mundo sabia o dia e a hora do fim, todo mundo se programou ficou em casa e assistiu o ultimo episódio de “Lost” esperando todas as suas respostas, mas como o próprio nome diz depois disso todo mundo ficou lost (rs) não só porque as perguntas não foram respondidas, mas porque ficou aquela pergunta... “o que eu vou assistir agora?”, é, o fim traz uma pergunta que te empurra para um começo... por isso o livro de Eclesiates fala sabiamente sobre o fim dizendo que, “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito”. (Eclesiastes 7:8), e como pode ser tal coisa? É a vida é cheia de ciclos, onde termina um começa outro e ai esta a graça da vida, a novidade só vem com o fim, você só pode ser casada se deixar a a vida de solteira e só pode assistir um seriado novo se o antigo acabar, temos que ser pacientes esperando em Deus as novidades da nova fase que esta por vir, por isso nunca caia no engano de dizer “Por que foram os dias passados melhores do que estes?” pois como Eclesiastes completa “Porque não provém da sabedoria esta pergunta”. (Eclesiastes 7:10)


por Mariherman

07 agosto, 2010

A Nova Reforma Protestante




Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira

Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro abaixo). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.


SÍMBOLO O cirurgião Irani Rosique (sentado, de camisa branca, com aBíblia aberta no colo). Sem cargo de clérigo, ele mobiliza 2.500 pessoas no interior de Rondônia


(Clique na imagem para expandir)

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”


“É lisonjeador saber que nos consideram ‘pensadores’. Mas o grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência. É de ética e honestidade” RICARDO AGRESTE, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, São Paulo

Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.


“O que importa é buscar a essência do cristianismo, que acabou diluída porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas” MIGUEL UCHÔA, pastor anglicano (à esquerda na foto, ao lado do bispo Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife)

“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”

Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.

Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.


“As pessoas não querem mais dogmas, elas querem autenticidade. Minha postura é, juntos, buscarmos algumas respostas satisfatórias a nossas inquietações” ED RENÉ KIVITZ, pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo

O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”

Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”

O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis (lembre aqui!) condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.

Sites como Pavablog, Veshame Gospel, Irmãos.com, Púlpito Cristão, Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.

A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”

Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.


“O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar. É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia” VALTER RAVARA, “ecocapelão”, criador do Instituto Gênesis 1.28 e da Bíblia verde

A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.


DA WEB ÀS RUAS – Blogueiros que organizam a Marcha pela ética, um movimento de protesto incrustado dentro da Marcha para Jesus, promovida pela Renascer

O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”

A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.


retirado de Revista Época/Pavablog

De um lado do mundo para o outro



親愛的巴西弟兄姐妹們,

你們好!!!!!!!!

Passion 聖保羅將要來到!你們都非常興奮嗎?你們準備好了群集一起敬拜至高的君王嗎?你們準備好要在你們的城市,在你們的國家,還有在這個世界裏使耶穌聞名嗎?如果你說是的話,那麽你和我就有共同的心跳了。感謝主!

我的名字叫Sam。我來自中國。我很感恩能幾度在香港和美國參加Passion會議。今年6月,Passion香港又一次震動了我的世界!我永遠也不會忘記那震撼的一刻 – 當時我們所有參加Passion香港的三千多個大學生,為著巴西的大學生來禱告。我們祈求你們會為Passion聖保羅而興奮起來,你們會受到極大的激勵而加入到世界性的Passion運動中,使耶穌聞名。對 – 你就是我們代禱的對象。而且我們並沒有停止過為你們禱告。今天,我依然帶著我的手帶,背面寫著“Passion 聖保羅 9月3-4日”。雖然我們從沒見過面,但我每天都為你們禱告。

朋友們,準備出發去Passion 聖保羅吧!記住到時要喊得大聲一點,好使我們在中國也能聽見你們的聲音!

願神祝福你們!

Sam


Tradução:


Queridos irmãos e irmãs no Brasil,

Olá!!!!!!

Passion São Paulo está chegando! Vocês estão animados? Estão prontos para se reunir e adorar o Rei sobre todas as coisas? Estão prontos para fazer Jesus famoso na sua cidade, no seu país e no mundo? Se você disse sim, então os nossos corações estão no mesmo ritmo. Glória a Deus!

Meu nome é Sam. Eu sou da China e fui abençoado em participar várias vezes das conferências Passion tanto em Hong Kong como nos EUA. Passion Hong Kong em junho impactou profundamente o meu mundo, de novo! Eu nunca esquecerei o momento poderoso em que mais de 3000 de nós universitários chineses estávamos orando durante o Passion HK pelos estudantes do Brasil. Nós oramos para que vocês sejam incendiados no Passion SP, e que vocês sejam inspirados a participar desse movimento mundial do Passion de fazer Jesus famoso. Sim – era por VOCÊS que nós estávamos orando. E nós não paramos de orar. Hoje, eu ainda estou com a minha pulseira no braço, e no verso diz “Passion São Paulo 3 e 4 de setembro” e eu estou pensando em vocês todo dia, embora nós nunca nos conhecemos.

Se prepare para o Passion São Paulo, meu amigo! E garanta que vocês gritem tão alto que nós poderemos ouvi-los na China!

Deus abençoe vocês!

Sam


retirado de 268 BLOG

05 agosto, 2010

Pipoca & Bíblia - Faith Like Potatoes




Sábado dia 07.08 às 18h30 vai rolar mais um Pipoca & Bíblia do JayCBe com o filme Faith Like Potatoes (O Fazendeiro de Deus).

Vamos comer uma pipoca, assistir o filme e participar de um debate sobre o filme com o Joubert.

Não falte!

Trailer do filme


> Visite o Hotsite do filme


por Gutojardim

04 agosto, 2010

Mensagem do Louie Giglio para o Brasil




Um líder e comunicador apaixonado, Louie Giglio é o Arquiteto Visionário e Diretor do movimento Passion, que inclui os encontros para estudantes universitários, a nova igreja em Atlanta Passion City Church, e o selo musical Sixtepsrecords em parceria com a EMI CMG. E ele estará presenteo Passion World Tour 2010 - São Paulo!

> Siga o Louie Giglio no Twitter

> Assista a Indescribable por Louie Giglio

> + sobre o Passion World Tour 2010 - São Paulo aqui!


por Gutojardim

Uma aula de natação e um mar de lições



Dez anos se passaram e eu voltei para as aulas de natação. Enferrujada, achando que ia morrer nas 5 primeiras braçadas, mas passados os 10 primeiros minutos de treino eu já conseguia coordenar, braços, pernas e ainda conseguia pensar ao mesmo tempo, imagine só isso, quase uma acquagirl (é que supergirl ia ficar estranho), ninguém me segura agora, kkk!!!

É... se você já nadou alguma vez na sua vida, voltar a nadar é que nem andar de bicicleta, você não esquece como se faz, você só precisa de treino, e no meu caso precisa de muito, muito, muito treino, rs!

É, enquanto eu estava naquela piscina tentando me concentrar em não morrer nos primeiros minutos da aula percebi uma coisa, que quanto eu olhava para a parede da piscina e não para fundo dela, as coisas ficavam bem mais fáceis, parece que meu corpo se esticava mais e que eu deslizava melhor pela água com um pouco mais de velocidade... então logo me lembrei de Cristo e da Cruz. É? É, porque isso tem sido um exercício diário na minha vida, o exercício de manter focado nele, não na vida, nem nos pecados, mas na Cruz... a minha oração sempre é que; Deus me mostre os meus pecados, para que eu possa corrigi-los, mas que ele me mostre mais rápido ainda a Cruz para que eu não desanime, pois quando vejo tudo aquilo de horrível que eu faço e aquele mar de lama que muitas vezes parece me cobrir, a sensação que eu tenho é que não há mais solução, mas há sim, a solução esta ali na minha frente e ela perdoa, ela me salva.... ela é minha bóia salva vidas nesse mar que é a vida... ela é a Cruz... então a lição número 1 é = não tire os olhos da cruz, continue nadando em direção a ela.

Outra coisa que eu comecei a perceber é quando eu usava as técnicas eu tinha aprendido no passado eu me desgastava menos e ia mais rápido, e o que técnicas de natação tem haver? Bom, para mim as técnicas são a palavra de Deus, são as informações que vem daquele livro precioso, essa palavras/ instruções evitam o nosso desgaste (desnecessário) e nos fazem ir além. Então a lição de número 2 é = leia a Bíblia e aprenda “suas técnicas”, pois assim você evitará desgastes desnecessários e irá mais longe.

Ondas? Na piscina? Sim, elas são mais do que natural, com tantas pessoas se movimentando dentro da água, as ondas acabam se formando... é... mas eu 10 anos sem praticar esse esporte havia me esquecido disso e peguei a pior raia, A DA PONTA, é quem já nadou sabe o que eu estou falando, essa é a pior raia ever, rs! É para lá que vão todas as ondas, tanto é que em campeonatos os “favoritos” (os melhores) ficam no meio, pois lá as ondas são poucas e muito pequenas, elas quase nem impactam no seu desempenho, mas na raia da ponta ai sim, lá as ondas te engolem, ou você engole elas durante as vezes que você tiver que abrir a boca para respirar, por isso o melhor lugar é o meio, lá as ondas não te afetam tanto, lá você não engole água e lá o seu tempo é melhor, resumindo, lá você tem mais chances de ser um campeão, pois o ambiente é favorável e é igual quando você esta no centro da vontade de Deus, lá as ondas chegam é claro, mas não com tanta intensidade, não com tanto impacto, elas não abalam o seu rumo e nem te afogam, e é por isso que a lição número 3 é = mantenha se no centro da piscina, fique no centro da vontade de Deus e longe das ondas.

Como diz o livro de Hebreus “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1)


por Mariherman

03 agosto, 2010

Vencer na vida (vencer?)



Bem, está chegando a hora de me aposentar. É incrível a diversidade de pensamentos e preocupações que esse momento traz. A gente começa a ler a respeito, a conversar com amigos na mesma condição; começa a perguntar se é bom aos já aposentados; a se preocupar com o temível pijama (dizem que quem o veste morre mais cedo); a se perguntar se não tem jeito de continuar no emprego; se não seria o caso de montar um negócio qualquer; quem sabe uma consultoria... pensamentos sem fim. A gente acaba tendo que decidir: hoje não penso mais nisso, para não ficar pinel. Ouvi dizer que tem gente com tanta força de vontade que consegue.

Entre tantas coisas que povoam minha mente, uma tem martelado ritmadamente, ao longo do dia. Talvez como o som de uma goteira, no meio da madrugada. Mas não chega a ser irritante; apenas curioso, um pensamento a ser pensado, mas cujo alcance não alcanço e a cuja conclusão não consigo chegar. É o seguinte, em três palavras: venci na vida!

Conheço muitos jovens que estão iniciando sua carreira. Estão procurando emprego; estão se casando, tendo o primeiro filho; estão estudando para concurso, estão comprando seus primeiros pertences, abrindo contas bancárias, escrevendo currículos, planejando, planejando, planejando (ou sendo criticados por não planejar). Tem jovem falando de PGBL vs VGBL, Tesouro Direto, seguridade privada, plano de saúde, curso no exterior, pós-graduação e tantos outros investimentos, financeiros, pessoais ou profissionais e familiares, para o futuro.

Hora de pensar em financiamento para aquela kit? Mas e o carro novo? Para os dois a renda familiar não dá. E se vier mais um filho, então...

Mas será que é isso mesmo que eu quero da vida (leia-se casamento e carreira profissional)? pensa outro, ainda em fase de definição. Puxa, quanta coisa para definir! Sem falar que todos os cursos preparatórios para vestibular ou concursos públicos repetem, à exaustão, palavras como "vencer" ou "vencer na vida". Se você passar neste vestibular ou concurso, você está feito na vida. "Olhe para estes nomes; gente que estudou conosco e venceu" — diz a propaganda dos cursinhos (melhor não perder tempo descrevendo a pose da foto).

Olho para esse batalhão em início de carreira. Vejo alguns jovens idealistas e corajosos, outros menos seguros; alguns com dificuldade de "pegar no tranco", outros apressados para garantir logo um lugar no futuro. Então eu penso: bem ou mal, eu já cheguei lá. Onde? Nesse "lugar no futuro"; nesse estágio da vida em que você já pode parar. Ah, o sonho de todos! Poder parar de trabalhar e o salário continuar a chegar todo final de mês. Ou então, agora poder escolher em quê você vai trabalhar. Se vai ter chefe ou não; se vai levantar cedo ou tarde, se vai "se dar" férias de dois, três ou seis meses... Ou mesmo se você vai viver de férias e, como férias das férias, você vai trabalhar um pouco, hehehe. Vencer, no caso, significa sombra, rede e água de coco. Ou assemelhados.

Mas a cabeça não para. E agora, passados 35 anos, a pergunta está lá: será que é isso mesmo que eu quero da vida? E a gente percebe que muito do que planejou quando era moço, teve que ser "negociado" com a realidade, com a própria vida. Sem falar que muito do que fizemos e realizamos não foi nem planejado; portanto, nem houve negociação. Foi mais para Zeca Pagodinho: "deixa a vida me levar...". Sim, planejar o futuro é coisa para quem tem a cabeça que tenho hoje. Com toda a experiência desses trinta e cinco anos de planejamento feito para chefes e patrões.

E aí começam as surpresas. Será que consigo planejar meu futuro, hoje, melhor do que fiz há três décadas? Se a resposta for não, surge logo uma dúvida: que tipo de vencedor é esse, que não aprendeu nada nesse tempo todo? Mas se a resposta é positiva, então preciso verificar o que tenho nas mãos para isso. Uma coisa é verdade: não há nenhum cursinho fazendo propaganda do tipo "conquiste o seu futuro" para a minha faixa etária. Embora nunca seja tarde para começar a estudar, com certeza, já não me impressiono com as ofertas de vitória e sucesso que fazem (muito menos com as poses de "vencedor" das fotos). Afinal, eu já venci na vida. Ou não?

Bem, o que tenho nas mãos? Já comprei meu apartamento e meu carro (isso sempre aparece nas fotos dos vencedores). Até já terminei de pagá-los. Já me casei, formei família, criei meus filhos e plantei árvores. Já fiz meus cursos, minhas "pós", meus treinamentos etc. Já assumi as chefias que me pareceram desafiadoras e motivadoras. Elas me fizeram crescer bastante. Adquiri experiência. Tudo feito. E agora? Bem, agora estou superpreparado.

Para quê? Para vestir o famigerado pijama?

Hum, estou chegando à conclusão de que venci muitas batalhas mas estou longe de ter ganhado a guerra. Descubro que, pelos padrões correntes, sou um vencedor. Cheguei lá. E fico feliz com isso. Mas não muito. Essa felicidade é meio boba. Talvez, sim, um senso de realização. Realizei muitas coisas. Algumas delas até boas. Esse pensamento é bom, pois fico com o gostinho de que, daqui pra frente, tudo é lucro.

Desta posição alta da escada da vida dou uma parada para respirar e percebo que posso olhar para baixo e ver muita gente lá nos primeiros degraus; e gente subindo em todos os níveis. Posso conversar com gente que está na mesma parada que eu. Mas também posso olhar para cima. Tem muito degrau acima. Ora, se a escada continua para cima, então não cheguei ao final. Foi só uma parada!

Uma constatação óbvia e, ao mesmo tempo, nova: a aposentadoria não é o fim da vida, ou da guerra. É apenas o fim de uma das muitas batalhas. Mas a luta continua (companheiro). E preciso pensar em uma estratégia para as novas batalhas que virão. Primeiro, preciso compreender bem o novo cenário que se apresenta. Segundo, preciso examinar os desafios, as oportunidades e os limitados recursos disponíveis. De novo, o óbvio: hoje disponho de novos recursos; os antigos, como saúde, energia, força e resistência físicas etc. são substituídos pelos da maturidade, como paciência, experiência, vivência, serenidade etc. E há aqueles que permanecem (ou que nunca existiram), como coragem, inteligência, idealismo ou fé.

E ainda posso decidir que, daqui em diante, será no estilo Zeca Pagodinho.

Que farei? A vida continua interessante. (Continua..)


por Rubem Amorese

O Passion tá chegando!



Pois é pessoal, finalmente o Passion World Tour 2010 - São Paulo está chegando, falta só um mês para o evento que acontece nos dias 03 e 04 de Setembro.

Lembrando que para participar é necessário ter entre 17 e 25 anos (acima de 25 anos, você pode participar como colaborador), realizar sua inscrição online aqui!, e pagar o custo de R$ 25,00.

Se você ainda não fez sua inscrição, corra porque ainda dá tempo. Vale a pena participar dessa conferência que vai trincar sua vida!


Programação

03.09

• 18:00 hs – Abertura das Portas
• 19:00 hs – Início – Parte 1
• 22:30 hs – Final Parte 1

04.09

• 13:00 hs – Abertura das Portas
• 14:00 hs – Início – Parte 2
• 16:30 hs – Intervalo
• 18:00 hs – Abertura das Portas
• 19:00 hs – Início – Parte 3
• 22:30 hs – Final Parte 3
Encerramento da conferência


Quem vem?

Louie Giglio



Um líder e comunicador apaixonado, Louie Giglio é o Arquiteto Visionário e Diretor do movimento Passion, que inclui os encontros para estudantes universitários, a nova igreja em Atlanta Passion City Church, e o selo musical Sixtepsrecords em parceria com a EMI CMG.


Chris Tomlin



Com músicas que incluem “How Great is Our God,” “We Fall Down,” “Holy is the Lord,” e “Sing, Sing, Sing” entre outras, Chris Tomlin continua a compor músicas para ajudar as pessoas a expressar adoração a Deus. Com sete álbuns, Chris Tomlin está entre os artistas mais conhecidos e influentes da música cristã. Tomlin é o líder de louvor da nova igreja Passion City Church, continua fazendo turnês todos os anos, e liderando louvor regularmente nas conferências Passion nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Você concerteza já ouviu e cantou alguma música dele sem saber...


Charlie Hall



Charlie Hall e sua banda vem se destacando pelas músicas de adoração e por participar do movimento Passion a 8 anos. Com uma jornada musical que já cruzou todos os tipos de música como rock, folk e eletrônica, ele carrega um senso de criação em suas músicas que busca capturar imagens densas de vida com Deus, em composições que podem ser carregadas por cada um que as escuta. Suas músicas de louvor são declarações de fé que são íntimas, apaixonadas e acima de tudo, reais.


Christy Nockels



Uma das fundadoras da Passion City Church, Christy Nockels e seu marido Nathan servem nas conferências Passion desde 1997. Christy lançou seu primeiro projeto de louvor solo, Life Light Up produzido por seu marido Nathan em junho de 2009. O coração de Christy ao liderar louvor e compor músicas é de ajudar pessoas a se comunicarem intimamente com o Deus vivo, e de deixar um legado de proclamação da fama de Jesus nesta geração.


+ infos sobre o Passion aqui!


"We have been waiting for you, O Lord; the desire of our soul is for the memory of your name." (Isaías 26:8 - Basic English)



por Gutojardim

02 agosto, 2010

Lançamento CD Ortegas



No dia 14/08 vai rolar o Lançamento oficial do CD dos Ortegas: Revolução do Amor. Toda a galera do JayCBe está intimada a comparecer, lembrando que quem foi no Acampa JayCBe 2010 - TRUE LIFE ganha um CD na faixa!

Horário: 19h30
Local: ICF - Vila Mariana (mapa)

> Site Oficial

> Siga os Ortegas no Twitter

> A ssista o clipe de Revolução do Amor (Haiti)


por Gutojardim