10 setembro, 2009

Refletindo à respeito...



Caros amigos e irmãos em Cristo...

O texto abaixo que gostaria de refletir com vocês, trata do mundo moderno em que vivemos, e principalmente o que queremos deixar aos nossos filhos, netos enfim... O que a nossa sociedade está fazendo nos dias de hoje, para contribuir com a melhoria na qualidade de vida em todos os aspectos, principalmente o lado espiritual.

Jesus nos ensinou: "E disse-lhes: Ide pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15). Entendo que devemos dar o primeiro passo, levar a palavra de Deus as pessoas, isso porém é fácil. Mas agimos no contra-censo buscando resultados imediatos, isto é, devemos levar a palavra de Deus, mas sobretudo buscando agir em santidade, dando testemunho de vida, e não ofercer um Jesus promocional. Ex: "olha, ele me deu isso, aquilo, aquilo outro, aceite-o é verás grandes maravilhas. De certo o que foi dito não está errado, e sim a forma como é dita, hoje as pessoas estão desestimuladas, desacreditadas com tudo, com promessas não cumpridas, com diversos tipos e formas de engano, enfim... O discurso deve ser simples REAL E VERDADEIRO, primeiro lugar em tua vida, e podes crer, sairá da tua boca as palavras de unção, palavras verdadeiras ungidas por Deus, brotando do RIO DE ÁGUAR VIVAS que está em teu coração. E pode ter certeza, Deus fará da forma que ELE quer e deseja. Pois quem convence do pecado, da justiça e do juízo é o Espírito Santo de Deus, correto? Então acompanhe os versículos abaixo e o raciocínio final:

"Ora, estava enfermo um homem chamado Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. Mandaram, pois, as irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava. Depois disto, disse a seus discípulos: Vamos outra vez para Judéia. Disseram-lhe eles: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá? Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; e, por vossa causa, folgo de que eu lá não estivesse, para para que creiais; mas vamos ter com ele. Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos seus condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele. Chegando pois Jesus, encontrou-o já com quatro dias de sepultura. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. E muitos dos judeus tinham vindo visitar Marta e Maria, para as consolar acerca de seu irmão. Marta, pois, ao saber que Jesus chegava, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se meu irmão não teria morrido. E mesmo agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto? Respondeu-lhe Marta: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. Dito isto, retirou-se e foi chamar em segredo a Maria, sua irmã, e lhe disse: O Mestre está aí, e te chama. Ela, ouvindo isto, levantou-se depressa, e foi ter com ele. Pois Jesus ainda não havia entrado na aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara. Então os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se apressadamente e sair, seguiram-na, pensando que ia ao sepulcro para chorar ali. Tendo, pois, Maria chegado ao lugar onde Jesus estava, e vendo-a, lançou-se-lhe aos pés e disse: Senhor, se tu estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus, pois, quando a viu chorar, e chorarem também os judeus que com ela vinham, comoveu-se em espírito, e perturbou-se, e perguntou: Onde o puseste? Responderam-lhe: Senhor, vem e vê. Jesus chorou. Disseram então os judeus: Vede como o amava. Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também que este não morreste? Jesus, pois, comovendo-se outra vez, profundamente, foi ao sepulcro; era uma gruta, e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse- lhe: Senhor, já cheira mal, porque está morto há quase quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, graças te dou, porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele." (João 11:1-45)

Passamos por provas diversas ao longo das nossas vidas, algumas curtas, outras longas, umas são fáceis, outras impossíveis. Enfim, vamos retratar um dos fatos mais marcantes da palavra de Deus, Jesus ressuscitou um morto, compreendem isso???? Uma prova bem fácil de resolver não? O que vocês acham??? Pois bem, Jesus declara que a morte de Lázaro não é para morte, mas para glória de Deus...

E antes desse desafio, Jesus convida seus discípulos à andarem pelo vale da sombra da morte, ou melhor, ir de encontro para a Judéia, onde os judeus procuravam apedreja-lo. Mas para Deus isso não importava, a Luz deveria ir para quem precisava, voltamos ao IDE no ensinamento bem prático da palavra de Deus para os discípulos, e para nós inclusive.

Chegando lá os judeus à consolavam somente, num ato fúnebre em silêncio, pois ninguém imaginava que Deus viria e que náquele dia haveria ressureição aos olhos de todos que ali estavam presentes.

A última palavra de Maria aos pés de Jesus foi: Senhor, se tú estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.... E Jesus chorou... Alguns incrédulos diziam entre si: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também que este não morreste?

E o ponto principal deste texto é: Jesus manda o povo TIRAR A PEDRA, para operar o grande milagre detalhado nos versículos acima, a ressureição de Lázaro. Mas o tirar a pedra vem antes, e o que isso significa:

Devemos crer em nosso coração, que Deus pode sim operar qualquer milagre, qualquer problema, que pode reverter todo quadro impensável aos nossos olhos, ao nosso pensamento. Mesmo diante de um fornalha de fogo ardente, Independente de nos livrar-mos ou não. Quem imaginaria que Lázaro morto à 4 dias ressuscitaria????

O tirar a pedra é crer nos fatos impossíveis da nossa vida, e do cotidiano que nos acerca. Imaginar um pais abençoado, imaginar muitidões se convertendo ao verdadeiro Cristianismo: Jesus Cristo apenas, pois as demais coisas nos serão acrescentadas. Ir de encontro com Deus pelo amor à Deus, pelo agradecimento de amor que nos proporciona uma vida pacífica, apesar das lutas e dificuldades, pelo zelo e amor em guardar as nossas vidas e de toda a nossa família com amor. De não faltar diariamente o que comer, vestir, trabalhar, enfim... Um lar pra repousar ao final de cada dia. Aceitar Jesus pelo bolso, é a forma mais infeliz e deprimente do mundo moderno, e das Igrejas que trabalham desta forma.

Não quero aqui incitar a ira dos irmãos, nem provocar discórdias e contendas com outras denominações, pelo contrário, trago aqui a possibilidade do debate simples, e propor ações que possam contribuir com um evangelismo eficiente, contrariando a ação propriamente dita. E não as filantropias, ops, quer dizer as Igrejas que utilizam dessa prática. Hoje com a internet, podemos criar comunidades, blog's, chat's, enfim... Um gama de ações, em DEFESA DA FÉ. Eu tive um educação base familiar bem estruturada, meus pais são pessoas que batalhavam e ainda assim o fazem, não veio de uma família perfeita, graças á Deus, mas pude ao longo dos anos, junto com eles amadurecer e crescer... Meu pai é um ávido batalhador, com princípios morais e éticos, nos ensinou a conquistar as nossas metas e objetivos. E depois da minha conversão, da minha aceitação ao convite muito especial de compor a família eterna de Deus, compreendo de outra forma, numa ótica muito mais apurada e completa. Deus está comigo, sei disso, e sinto-me trilhado com segurança em teus caminhos, e assim quero viver todos os dias da minha vida.

Portanto meus amados, estou com disposição mil. O curso de Hombridade, Veredas Antigas, está me proporcionando a mais valiosa das bençãos: Paz em meu coração, no meu espírito, amadurecimento e cumplicidade afetuosa e amorosa com minha esposa. Da qual amo, e estou completamente apaixonado.

É isso meus irmãos, reflitam sobre isso, vamos nos acomodar, deixar que tudo siga o curso normal e tenebroso das coisas, ou vamos levantar os nossos olhos para o céu e agir na sociedade como verdadeiros cristãos, proporcionando valores morais, éticos e verdadeiros numa sociedade que a cada dia afunda em seus pecados, por desconhecer da palavra de Deus, ou simplismente deficiencia das Igrejas com o cumprimento da palavra de Deus, e com as vidas perdidas neste mundão de meu Deus?

Vamos adotar o modelo fracassado do evangelismo importado dos E.U.A do R$ 1,99... Do venha a Jesus e receba: Casa, comida e roupa lavada... Ou atuar de forma condizente à vontade de Deus???

Reflitam sobre isso, mas não julguem, não apontem o dedo contra qualquer Igreja ou irmão, mas também não aceitem calados e coniventes as práticas errôneas praticadas. Lembre-se: com o julgo que julgas serás julgado: Lucas 6: 37 á 45

"Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós. E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco? Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre. Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. Porque não há árvore boa que dê mau fruto nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca." (Lucas 6:37-45)

Da mesma forma leiam os último versículos abaixo:

"E achou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas ali sentados; e tendo feito um azorrague de cordas, lançou todos fora do templo, bem como as ovelhas e os bois; e espalhou o dinheiro dos cambistas, e virou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. Lembraram-se então os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará. Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo. Quando, pois ressurgiu dentre os mortos, seus discípulos se lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Jesus havia dito." (João 2:14-22)

"Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria." (Apocalipse 18:23)


por Zé Augusto

07 setembro, 2009

Abaixo o povo brasileiro



Confirma-se pela enésima vez aquilo que venho dizendo há anos: a maioria absoluta dos brasileiros, especialmente jovens, é um eleitorado maciçamente conservador desprovido de representação política, de ingresso nos debates intelectuais e de espaço na “grande mídia”. É um povo marginalizado, escorraçado da cena pública por aqueles que prometeram abrir-lhe as portas da democracia e da participação.

Enquanto as próximas eleições anunciam repetir a já tradicional disputa em família entre candidatos de esquerda, mais uma pesquisa, desta vez realizada pela Universidade Federal de Pernambuco, mostra que, entre jovens universitários, 81% discordam da liberação da maconha e 76% são contra o aborto.

“É um comportamento de aceitação das leis... a gente vê a religião influenciando muito a vida dos jovens", explica o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena, na notinha miúda, quase confidencial, com que O Globo, a contragosto, fornece a seus leitores essa notícia abominável: "Os jovens estão mais conservadore e preocupados com o futuro".

Na Folha de S. Paulo, no Estadão e no Globo, quem quer que pense como esses jovens – ou seja, o eleitorado nacional quase inteiro – é considerado um extremista de direita, indigno de ser ouvido. Nas eleições, nenhum partido ou candidato ousa falar em seu nome. A intelectualidade tagarela refere-se a eles como a uma ralé fundamentalista, degenerada, louca, sifilítica. Qualquer político, jornalista ou intelectual que fale como eles entra imediatamente no rol dos tipos excêntricos e grotescos, se não na dos culpados retroativos pelos “crimes da ditadura”, mesmo se cometidos quanto o coitado tinha três anos de idade.

Nunca o abismo entre a elite falante e a realidade da vida popular foi tão profundo, tão vasto, tão intransponível. Tudo o que o povo ama, os bem-pensantes odeiam; tudo o que ele venera, eles desprezam, tudo o que ele respeita, eles reduzem a objeto de chacota, quando não de denúncia indignada, como se estivessem falando de um risco de saúde pública, de uma ameaça iminente à ordem constitucional, de uma epidemia de crimes e horrores jamais vistos.

Trinta anos atrás eu já sabia que isso ia acontecer. Era o óbvio dos óbvios. Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas ao mesmo tempo despreza a sua religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que ela não quer fazer o bem a esse povo, mas apenas usar aqueles interesses como chamariz para lhe impor valores que não são os dele, firmemente decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. É precisamente isto o que está acontecendo. Jogam ao povo as migalhas do Bolsa-Família, mas, se em troca dessa miséria ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se ele não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, castrochavista, pró-terrorista, defensor das drogas e amante de bandidos, eles o marginalizam, excluem-no da vida pública, e ainda se acreditam merecedores da sua gratidão porque lhe concedem de quatro em quatro anos, democraticamente, generosamente, o direito de votar em partidos que representam o contrário de tudo aquilo em que ele crê.

Pense bem. Se alguém lhe promete algum dinheiro mas não esconde o desprezo que tem pelas suas convicções, pelos seus valores sagrados, por tudo aquilo que você ama e venera, você pode acreditar ele lhe tem alguma amizade sincera, por mínima que seja? Não está na cara que essa é uma amizade aviltante e corruptora, que aceitá-la é jogar a honra e a alma pela janela, é submeter-se a um rito sacrificial abjeto em troca de uma promessa obviamente enganosa? Só um bajulador compulsivo, uma alma de cão, aceitaria essa oferta. Mas as mentes iluminadas que nos governam querem não apenas que o povo a aceite, mas que a aceite abanando a cauda de felicidade.


por Olavo de Carvalho escrito no Diário do Comércio, 24 de agosto de 2009

31 agosto, 2009

Sensações que experimentei na igreja



Não posso ser totalmente ingrato ao meu passado dentro da "i"greja. Tanto quanto não posso ser ingrato com meus namoricos de adolescente. Me ocorre agora uma lembrança, ou melhor lembro-me de sensações que já não sinto mais. Sensações boas, perigosas e efêmeras...

Minha vida dentro das enfeitadas construções sagradas me trouxe muita bagagem da qual me orgulho. Embora possa questionar a estrada que peguei, e aceder que existia uma melhor trilha, não mudaria o meu caminho em detrimento de onde estou. Não posso dizer que não gostaria de não ter experimentado tudo o que vivi. Não, seria hipocrisia minha...

Lembro da sensação de viver uma dicotomia. De achar que vivia o Céu no fim de semana e voltava ao mundo de Segunda à Sexta - Sábado era o esperado culto de jovens. Aquilo para mim era o Reino, era a Igreja, era a Noiva, era Deus conosco... como na música que canta o Pe. Marcelo, não sabia se a igreja subiu ou se o Céu desceu... Era a minha sensação, minha experimentação espiritual mais pungente. Provavelmente aqueles cultos repletos de contrição coletiva, choramingos, berros extravagantes e línguas era fruto do louvor que estava "fluindo". E isso pra mim era deveras espiritual...

Eu ficava ali, na bateria, apenas observando, enquanto tocava (ou como dizia, ministrava), a igreja ceder aos nossos artífices de conduzir a massa em adoração... todos com os olhos fechados, faces enrugadas e espremidas, todos provocados pelo clima de "intimidade" com Deus. Às vezes, eu nem estava em êxtase, mas, fingia só para "induzir" a congregação. Os que não entravam no "mover", tínhamos por menos espirituais, ou no mínimo haviam cometido algum pecado durante a semana. É claro que, muitas vezes, eu próprio havia pecado durante toda a semana, mas, no Sábado eu me arrependia e orava para que Jesus me lavasse com o Seu sangue e me purificasse de todo pecado. Realmente o que fazia me confessar era a noção de "Presença" de Deus no fim de semana. Uma sensação que não experimentava durante o meio da semana e que me permitia procrastinar e pecar, confiante que Deus me perdoaria poucos minutos antes de "ministrar" louvor em "Sua Casa"...

Para mim, culto com "Presença" de Deus era culto com muito louvor, muita adoração extravagante e uma pregação tocante e, preferivelmente, com bastante eloquência e domínio das emoções dos espectadores... E, claro, se o louvor se estendesse naturalmente em resposta da congregação, ultrapassando o horário da pregação, isso era sinal de que o povo estava sedento de Deus! E se o pastor fizesse cara feia porque o louvor estendera-se era porque estava resistindo à direção do Espírito...

Aquele finalzinho de ministração de louvor, com aquela música Enche este lugar, e toda a igreja prostrada e declarando seu amor a Deus, chorando, gemendo, gritando... e a música ia se esvaindo devagar (sabíamos como criar um clima), iam sobrando apenas os sniff, sniff... Era uma sensação tão boa! Na verdade não desejava que aquilo acabasse ali, salvo quando estava atormentado pela culpa de algum pecado que me impedia de entrar naquele "mover" e, eu esperava que aquele lenga, lenga moroso terminasse o quanto antes!

É desta sensação de que me recordo agora... de forma nostálgica até! Sensação de Céu, de lá-fora-está-tudo-bem-obrigado, de não-me-preocupo-com-nada-porque-estou-"adorando"! E que me fazia desgostar tanto de ter que deixar aquele prédio sagrado para tornar à minha casa com minha mãe "descrente" e minhas irmãs "desviadas" e todo o "inferno" que vivia lá dentro. Claro, se minha referência de Céu era o culto, para mim o inferno era em casa: responsabilidade, relacionamento para cuidar, diálogo para administrar, tarefas para cumprir, problemas para superar, gente para amar, gente para odiar, gente para perdoar, falta de dinheiro para se preocupar... vida para viver! E sem abundância por sinal! Minha vontade era ficar recluso dentro da "i"greja, eu até tinha as chaves do templo! De maneira que para não ficar em casa, ficava lá dentro, ouvindo música, adorando, orando... FUGINDO!

Toda essa experiência religiosa era tão gostosa quanto ficar com as meninas(geralmente esse era o pecado de que devia me arrepender no fim de semana)! Aqueles beijos sem compromisso que elevavam a adrenalina (geralmente tinham que ser escondidos), que me causavam momentos de prazer, de satisfação efêmera... e que me fazia ir atrás de mais meninas pra ficar! Eu era dependente daquilo tudo... porque era como um ópio para mim! Uma válvula de escape, tal como beijar descompromissadamente (e, como não podia passar disso até o casamento, também descarregava de outra forma, o que também era um pecado frequente nas confissões antes de "ministrar"), tal como usar uma droga para fugir dos meus problemas, era assim que me viciava na "i"greja!

Mas, como disse, não posso ser ingrato nem com os beijos, frutos de imaturidade, nem com a experimentação religiosa e relacionamento com Deus de outrora, frutos de ingenuidade! Foram experiências que me trouxeram aprendizado e sensações arrebatadoras... mas, que não posso mais desfrutar porque cresci... e aprendi que não posso fugir da vida e achar que estarei seguro no interior de um templo, no ócio de um culto ou no ativismo de um ministério!

Agora sei que a Presença de Deus se faz em mim em todo o tempo, e essa noção de Deus Comigo, me ajuda a distanciar o pecado com maior eficiência e autenticidade. Não fujo mais da vida... mas, recebo a proposta de Cristo que veio para que eu tenha vida - viva- em abundância. Isso significa não ceder aos caprichos, problemas e relacionamentos que ela traz e não fugir como um covarde que não tem em quem confiar seu destino. Cristo é comigo, a quem (que) temerei?

Enxergo agora que se o Reino de Deus se resume aos mimos que experimentamos num culto, o mundo estaria sem esperança! Sei que o Reino já se estabelece nas nossas vidas à partir do momento que acedemos que Cristo reine em nós, tornando-nos Sua moradia! E implantando o Seu Reino aqui na Terra para que, quando Ele regresse, seja como no Céu!

Hoje, não preciso experimentar beijinhos (ou amassos) escondidos com cada gatinha diferente por aí, tenho com quem me RELACIONAR em compromisso, confiança e fidelidade. Hoje não preciso me entorpecer num ambiente sagrado achando que estou me relacionando com Deus... e esperar uma semana para experimentar outra vez a mesma sensação! Não preciso de lugar, hora, dia, ou programação com gente para me RELACIONAR com Deus!

Nem só de sensações boas viverá o homem...


retirado de Tomei a pílula vermelha

Onde está aquele povo barulhento?



Todos os dias temos uma nova notícia: um novo escândalo...

Sarney, Collor; atos secretos, fraudes no sistema, desvios nos três poderes. Dentre as muitas perguntas, a principal: até quando?

Muitas são as “estrelas” no teatro da impunidade, mas quando é que o povo reagirá? Quando sairemos da posição de espectadores e nos tornaremos “personagem principal” naquilo que mais nos interessa: nossa dignidade enquanto povo, sociedade e gente?

Não faz muito tempo, menos de 20 anos e via-se o povo com a cara pintada nas ruas ecoando o grito das “diretas já!”; não faz muito tempo e se ouvia o povo exigindo o impeachment de um presidente que pouco significou para nós, que só manchou a reputação da nossa nação – e ele está ai de volta!

Dizem que a mídia cegou o povo; alguns sugerem que a falta de prazer no conhecimento e a satisfação com o “status quo” é o mais conveniente para um povo que só quer saber de festa e feriado; mas a desgraça é muito clara, nosso país definha nas mãos de velhos coronéis enquanto assistimos acompanhados de pipoca e guaraná.

Ora, cadê a força retumbante de um povo que não cansa? Onde estamos desperdiçando nossa imponência? Nossa esperança está fadada a um desespero peremptório. Nossas crianças são marionetes do sistema; nossos jovens alucinados por bebidas, sexo e drogas; nossos adultos hipnotizados pela sanha do dinheiro e nossos velhos temerosos com a morte.

Sinto que estamos num caminho sem volta. Nada mais nos interessa. Gostamos mesmo é de pão e circo. Enquanto o mundo nos vê como um país que muito em breve chegará ao status de desenvolvido, estamos cheios de motivos para crer que ao passo que nossa economia evolui nossa gente se torna acomodada, convencida e insignificante.

Que Deus tenha misericórdia de nós...


retirado de Celebrai

28 agosto, 2009

Bate-Papo no Starbucks



Esse sábado no JayCBe vai rolar um bate-papo descontraido no Starbucks! Venha tomar um Frappuccino e se divertir com a galera.

Vamos sair do CB (R. Vieira de Moraes, 310 - Campo Belo - São Paulo) às 17h30 para lá.

Não percam!

Sábado 29/08 às 18h00

Alameda Jauaperi, 597
Moema - São Paulo

Uma história de amor a Deus



Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.
Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: " Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido". Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: "E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?", o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.
No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas familias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas:

"QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO"

Estou convencido que não devo orar se não estou disposto a ser resposta pelo o que estou orando.

"(...) Deus é poderoso pra fazer muito mais.... de acordo com Seu poder que opera em nós" (Efésios 3:20)


retirado de Voltemos ao Evangelho

27 agosto, 2009

Shepard Fairey - Arte na política

Shepard Fairey from Arkitip on Vimeo.



O artista que ajudou a eleger Obama; incrível ver a complexidade dos stencils e camadas aplicadas. Ele já chegou a ser detido algumas vezes por ações ilegais de grafite. Hoje, Shepard Fairey é o autor do retrato mais divulgado ao longo da campanha do próximo presidente dos Estados Unidos e, aos poucos, sai das ruas e entra nas galerias e nos museus.

Em seu embate para chegar à Casa Branca, antes de ser consagrado pelo voto como o próximo presidente dos Estados Unidos, o candidato democrata Barack Obama recebeu um inesperado reforço de marketing eleitoral. Um pôster com o seu retrato traçado nas cores vermelha, azul e branca (as mesmas da bandeira americana), o semblante firme e sereno com o olhar levemente lançado acima do horizonte — comparado por alguns à célebre mirada de Che Guevara imortalizada pelo fotógrafo Alberto Korda —, tornou-se imagem onipresente de sua campanha, a mais divulgada no país e utilizada até mesmo no exterior. A peça de propaganda não foi produzida por uma grande agência de publicidade nem encomendada pelos marqueteiros oficiais de Obama, mas uma criação espontânea do artista gráfico Shepard Fairey, que viu sua popularidade — e seu valor artístico — crescer com a de seu candidato.

Lançados em apenas 350 cópias, os cartazes se esgotaram em minutos e proliferaram ad infinitum pela internet. O sucesso levou a campanha oficial a abraçar a iniciativa do cabo eleitoral grafiteiro e a endossar sua obra, sem resistir a dar seus palpites. A pedido dos conselheiros de Obama, a palavra “Progress”, legenda do pôster original, foi substituída por “Hope” e “Change”, leitmotiv do discurso do candidato democrata. Etiqueta e estratégia política obligent. Fairey foi brindado com uma correspondência assinada pelo próprio Barack Obama: “As mensagens políticas implicadas no seu trabalho têm encorajado os americanos a acreditar que podem contribuir para mudar o status quo. As suas imagens têm um profundo efeito sobre as pessoas, sejam vistas numa galeria ou num semáforo. Tenho o privilégio de fazer parte do seu trabalho artístico e estou orgulhoso de ter o seu apoio”.


retirado de SOLOMON1

25 agosto, 2009

A Indiferença x A Cruz



A vida cristã não demonstra indiferença àqueles que estão famintos e doentes ou têm qualquer outra dificuldade. A vida cristã não consiste em contentar-nos com as coisas que temos, ou com um viver da classe média, desfrutando de uma grande casa, carros novos, roupas finas e boas férias, ou com uma boa formação educacional, ou com a riqueza espiritual de boas igrejas, Bíblias, ensino correto das Escrituras, amigos ou uma comunidade cristã.

Pelo contrário, a vida cristã envolve a conscientização de que outros carecem de tais coisas; portanto, precisamos sacrificar nossos próprios interesses, para nos identificarmos com eles, comunicando-lhes cada vez mais a abundância que desfrutamos…Viveremos inteiramente para Cristo somente quando estivermos dispostos a empobrecer, se necessário, para que outros sejam ajudados.

James Montgomery Boyce em "A Centralidade da Cruz".


retirado de Soli Deo Gloria

20 agosto, 2009

Eu te cobro isso? Eu te cobro algo?



Sempre gostei de fazer as minhas parábolas com situações que eu passo na vida e que me fazem abrir olhos sobre uma verdade divina. Já fazia algum tempo que eu não consegui fazer nenhuma, até que nesta semana passei por uma situação que me fez ter uma nova visão de quem Deus é. Talvez essa visão seja clara para todos exceto para mim, ou talvez até já tenha sido clara para mim, mas no decorrer da vida ela tenha se apagado na minha mente.

Tudo começou quando na semana passada eu me formei na faculdade, mas não é especificamente sobre isso que quero falar. Quero falar sobre uma conversa que chamou a atenção na reunião que tivemos na casa do meu avô, após a colação. Sinceramente não vou conseguir me lembrar das palavras exatas usadas na conversa, pois para variar a minha cabeça estava em outro lugar, mas ela voltou a terra quando meu pai começou a falar.

Durante essa conversa, meu tio estava falando sobre o valor que muitas vezes os filhos não dão aos sacrifícios que os pais fazem para dar uma boa educação aos seus filhos e logo um bom futuro, como era frustrante ver isso, que os filhos deviam honrar os pais tirando boas notas e se esforçando ao máximo para que esse sacrifício fosse recompensado.

Mas meu pai respondeu algo interessante, que me fez pensar durante uma semana, como já disse não me lembro das palavras exatas, mas foi algo mais ou menos assim: “Não espero nada em troca, fiz os sacrifícios que fiz, somente por que as amo” e meu pai não falou aquilo da boca para fora, ele realmente viveu isso comigo e minha irmã durante todos os nossos anos de escola, ele jamais olhou as minha notas e disse, “bem você podia ter ido melhor” ou “você devia estar se esforçando mais, você não vê o quanto eu trabalho para te dar isso”, não, meu pai sempre me apoiou, ele sempre abriu o meu boletim e chorou dizendo “que notas lindas, o que eu fiz para merecer uma filha tão esforçada… tão inteligente” (só para constar, muitas vezes meu boletim não tinha notas tão boas assim). Lembro-me também que quando eu ia muito mal em alguma matéria e começava a chorar, por estar tão frustrada com aquela matéria ele me abraçava no meu quarto e tentava me acalmar, falando “Porque você esta assim? Eu te cobro isso? Eu te cobro algo? Fique tranqüila… você vai superar isso!”

Hoje vejo que aquelas palavras não eram do meu Pai, pois ele havia aprendido cada uma delas com Deus!

Pensando nisso me pergunto porque cobramos tantos resultados? Porque estamos tão preocupados com as nossas “notas” se ele não esta?

Porque vemos Deus como alguém que pagou por nós algo que não poderemos retribuir e agora só fica nos cobrando?

Após relembrar daquela cena do meu pai em meu quarto me encorajando e falando que as notas de nada valiam e que ele se alegraria comigo se eu tivesse boas notas ou não, penso que talvez essas sejam as palavras de Deus para mim hoje “Porque você esta assim? Eu te cobro isso? Eu te cobro algo? Fique tranqüila… você vai superar isso!”

É. Como poderíamos pagar o sacrifício que ele fez por amor a nós? Como poderíamos recompensá-lo por aquilo que ele fez sem esperar recompensa? Como pagar pela graça que é imerecida?

"Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna." (Tito 3:4-7)


por Mariherman

Brenton Brown



Provavelmente se você conhece as músicas do Vineyard, você deve conhecer alguma música de Brenton Brown, ele não é apenas o compositor de "Everlasting God" mas também de "Lord reign in me", "All who are thirsty", "Humble King", "Come now is the time", "Be the centre" e "Hungry". Músicas que foram traduzidas e fazem parte do cotidiano musical de qualquer igreja no mundo.

A inspiração para compor tantas músicas se deve pelos acontecimentos na vida de Brenton Brown, enquanto estudava em Oxford na Inglaterra, acabou adoecendo com Síndrome da Fadiga Crónica e acabou sendo internado na Cidade do Cabo, ali conheceu sua esposa e os dois munidos de muita fé lutaram contra a doença, e nesse tempo aprenderam a depender de Deus em todos os momentos. Hoje eles estão curados e trabalham no ministério Vineyard.

A carreira solo de Brenton Brown recebeu vários elogios, e suas músicas foram regravadas por vários músicos da cena gospel internacional. Seu som parece uma mistura de Vineyard e Casting Crowns. Vale a pena conferir.


Vídeo da música "Everlasting God"


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