17 agosto, 2010

Sexo, Deus e Katy Perry por Gerson Ortega




Lendo um artigo do Pavablog, resolvi pegar algumas frases da Katy Perry, cujo verdadeiro nome é Katy Hudson, e comentar um pouco sobre a realidade espiritual e a visão dessa moça, hoje superstar e sex simbol de toda uma geração, cujos pais são pastores pentecostais, cristãos radicais, segundo ela.

“Falar em línguas é tão normal para mim como ‘Passe o sal’… É um segredo, uma linguagem para a oração direta com Deus… Meu pai costuma falar em línguas, enquanto minha mãe interpreta. Esse é o dom deles… Quando pequena, eu não podia dizer que eu tinha sorte, porque minha mãe preferia que disséssemos ‘somos abençoados’. Ela também não achava que lucky (sortuda, em inglês) tinha um som parecido com a palavra Lúcifer… Eu não podia comer o cereal Lucky Charms (amuletos da sorte), mas acho que era por causa do açúcar. Creio que minha mãe mentiu para mim sobre isso” - Rolling Stone, agosto de 2010.

Interessante pensar que a Palavra fala sobre “falar em línguas para própria edificação… e se houver interpretação, que a façam pois mais pessoas podem ser edificadas”. Fica claro para mim também que línguas nunca foram e nunca serão “garantia” ou ” sinal” de santidade. Santidade é a vida, os atos, a coerência e não a forma, a plasticidade, a aparência, a reputação de “santo”. Paulo, certa vez, disse que falava em línguas mais do que todos aqueles que questionavam seu ministério, mas isso para ele, não era seu principal “cartão de visitas”. Será que na vida as coisas que acontecem são sorte/azar como uma moeda atirada para cima??? O que a Bíblia diz a respeito???

“Todas as coisas cooperam para o bem…”

“Fico chateada quando vejo Russell [Brand, ator e seu noivo], usando o nome do Senhor em vão e Lady Gaga colocar um rosário na boca. Acho que quando você mistura sexo e espiritualidade no mesmo recipiente e sacode bem, algo ruim acontece. Sim, eu disse que beijei uma garota. Mas não disse que beijei uma garota enquanto transava com um crucifixo.” - Rolling Stone, agosto de 2010

Interessante: parece que há alguma sementinha que foi plantada na vida dessa moça, mas “ser livre”, “transar com quem quiser, como quiser “, são espinhos que podem sufocar a semente. Afinal se pode beijar uma garota, por que não transar com um crucifixo???… seguindo a mesma “lógica”!! Sexo e espiritualidade não se conectam???? Bem, que sexo, que contexto, com quem, em que situação????

“Seja bendito o leito sem mácula…”

“Minha criação religiosa foi comicamente rígida, proibiram até mesmo de termos em casa qualquer coisa cujo nome remetesse ao diabo. Em nossa casa, não podíamos nem mesmo chamar ovos apimentados pelo seu nome popular. Ao invés de deviled eggs (ovos do demônio), tínhamos de chamá-los de “ovos angelicais”. (...)

A aparência do mal é e sempre será um desafio para os que se chamam cristãos. Novamente, formalidade e plasticidade em uma maneira de ser, podem não ser a resposta, mas evitar a aparência do que é mal é sempre bíblico. No VT Deus orientou o povo de Israel a evitar uma série de situações que hoje para alguns poderiam parecer “cômicas”. No NT, Jesus começa a destrinchar esse entendimento explicando, por.ex., que “aquele que olha para uma mulher com intenção impura, no seu coração JÁ adulterou com ela”.

Cômico? Rígido?

(...) Nunca fomos autorizados a falar palavrão. Eu sempre tinha problemas quando dizia “que inferno”… Só podíamos escutar música gospel. Não admira que eu me rebelei.“ - Celebrity Blend, 2009

“A boca fala do que o coração está cheio” …não creio que o problema é “autorizar ou não” a falar palavrões… O apóstolo Paulo fala sobre “evitar palavras torpes” porque não edificam. Tudo que eu xingo, amaldiçoo, mostra que não acredito que haja alguém que está no controle de tudo.

Até hoje se discute sobre ouvir ou não música não cristã. Filpenses 4:8 fala de tudo que é bom, de boa fama, se há virtude, se há louvor, nisso pensai” Será que essa palavra ainda vale para hoje? Como torná-la prática, e não “obrigatória”?

“Eles são um tipo diferente de cristãos. São até modernos. Sabe, às vezes as pessoas imaginam meus pais vestidos sempre como um pastor ou um padre. Não, na verdade, meu pai tem quatro tatuagens… ele é uma espécie de pastor rock and roll moderno“ - Beliefnet, janeiro de 2009

Os pais são até modernos, mas não me deixam transar com o crucifixo, ou não me deixam falar palavrão, e tem até quatro tatuagens!!! Uau! Que pai incrível! Mas sua filha tem raiva dele porque não a deixou descobrir um “novo mundo”?!?!?! Será que há algum grau de coerência aqui???

“Quando comecei a cantar música gospel, minha perspectiva das coisas era bem limitada e rígida. Tudo em minha vida estava muito ligado à igreja. Não sabia que existia um outro mundo além daquele. Por isso, quando saí de casa e vi tudo isso, pensei ‘Meu deus, caí no buraco do coelho branco e existe todo esse mundo de Alice no país das maravilhas aqui’” - Revista The Scotsman, 2009

Será que o mundo do chamado “cristão” se revela tão limitado assim? Será que nossa experiência com Deus não transcende sexo, rock and roll, drogas, e outras buscas chamadas “um novo mundo não descoberto” ?

Será que Katty conheceu a Jesus ou foi introduzida a uma religião…um conjunto de maneiras e atitudes não centradas no amor de Deus, na Palavra e no seu incrível sobrenatural?

Será que a criação de filhos hoje está meio “perdida” sem parâmetros ou coerência de vida e caminhada?

Será que o Espírito Santo está de férias?

Ou será que ninguém O procura mais?

Ou será que Jesus não é mais o mesmo ontem , hoje e eternamente???

O que você acha?


Comentários de Gerson Ortega
Com informações da Rolling Stone e da Flavorwire.
Tradução e edição: Jarbas Aragão


reblogado de Ministério Gerson Ortega

Você pode escolher o bem




"E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido." (Gálatas 6:9)

Há muitas pessoas cujo trabalho é fazer diretamente o bem. Por exemplo, um bom e honesto médico (ou médica) tem como prática buscar a restauração da saúde dos enfermos. Com seu conhecimento eles beneficiam os doentes providenciando cura ou alívio do sofrimento.

Um bombeiro diariamente trabalha com possibilidade de salvar vidas em situações de risco. São treinados para agir arriscando a própria vida a fim para livrar outros da morte, quer seja num edifício em chamas, nas águas revoltas de uma enchente, por entre destroços de um desabamento, etc.

Já pensou se um médico dissesse: - Cansei de fazer o bem; desisto. A partir de hoje escolho o mal. Vou adoecer pessoas e não curá-las. O que pensaríamos dele? Passaríamos bem longe de seu consultório! Na verdade ele seria um caso de polícia. Acabaria preso. E se o bombeiro dissesse: - Cansei de fazer o bem. Não vou salvar ninguém que esteja em perigo! Como o consideraríamos? Certamente alguém que perdeu o juízo.

O apóstolo Paulo nos orienta a não nos cansarmos de fazer o bem porque no tempo certo vamos colher frutos do bem que escolhemos fazer. Se desistirmos, nossa semeadura e colheita serão frustradas. Um cristão deve escolher o bem sempre. A palavra bem neste texto poderia ser traduzida como: bonito, gracioso, excelente, eminente, escolhido, insuperável, precioso, proveitoso, apropriado, recomendável, admirável. Escolher o bem em vez do mal é um princípio divino que acolhemos no coração quando nos convencemos da verdade. E são estas atitudes, condutas e escolhas genuinamente cristãs que calam os que contrariam a Deus:

"Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus." (1 Pedro 2:15,16)

Um garoto foi pescar com o pai. Ansioso preparou vara, linha, anzóis e iscas. Eram dez horas da noite. A temporada de pesca da perca (um peixe de água doce) começaria a partir da meia-noite. Outros peixes poderiam ser pescados, mas a perca só depois da meia-noite. Era a lei que preservava a reprodução daquela espécie.

Enquanto o pai se preparava para a noite de pesca, o menino lançou a sua vara no lago. Rapidamente sentiu que um peixe fisgara a isca e não era um peixe comum. A força era anormal. Gritou para o pai pedindo ajuda. Deveria ser um peixe do tamanho que nem ele nem seu pai havia pescado antes. Cuidadosa e lentamente começou a trazê-lo. Quando o tirou da água era de fato uma imensa, enorme, grandiosa e arfante perca.

Ambos ficaram em silencio por um tempo. O garoto então disse: - Pai, nós nunca pescamos um peixe deste tamanho! O pai concordou com a cabeça e olhou para o relógio respondendo: - É uma beleza de peixe! Nunca pescamos um desse tamanho, filho! Mas é uma perca. Ainda não é hora em que podemos pescá-lo. O garoto ainda olhou ao redor a tempo de perceber que não havia ninguém que pudesse ver o que eles pescaram. Ainda disse como num lamento: - Faltam menos de duas horas... Talvez eu nunca mais pesque um desse tamanho novamente. E o pai também lamentando: - É verdade filho. É bem provável que nunca mais consigamos pescar um desses. Mas temos que devolvê-lo ao lago.

Calado e obedientemente o garoto tirou o anzol da boca do peixe e o devolveu à água a ponto de vê-lo volumoso mover a superfície e sumir na escuridão das águas. E, como havia previsto, nunca mais conseguiu pescar uma perca daquele tamanho.

O menino cresceu, no entanto compreendeu a importância daquele momento em sua vida. Seu pai o ensinara que fazer o certo é o melhor em qualquer situação ou circunstância da vida. Mesmo quando ninguém está olhando. Agora ele colhia os frutos daquela escolha. O princípio de não se cansar de fazer o bem, o correto, o recomendado, o apropriado ficou interiorizado em seu coração e, por isso, podia dar graças a Deus.

"Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus." (3 João 1:11)


Devocional CRE - 09.08.10
Joubert de Oliveira Sobrinho



reblogado de Em Família por Joubert

16 agosto, 2010

Há vida sobre os escombros




Historicamente, tijolos são importantes para os homens. Temos uma forma muito peculiar de dar valor a certas coisas. Na antiguidade, os egípcios eram conhecidos por “empilhar” tijolos de forma pitoresca. Até hoje as famosas pirâmides servem como inspiração artística e referência arquitetônica.

A grande maioria das “maravilhas do mundo”, sejam elas antigas ou modernas, se baseavam em tijolos. É muito interessante observar que o homem tem uma necessidade de imprimir seu legado, de projetar algo concreto, de promover algo visível e palpável sobre a sua própria existência a fim de prolongar sua estada na Terra.

Hoje, grande parte da população humana vive em centros urbanos onde os tijolos têm um papel fundamental no cotidiano das pessoas. Nossa selva de pedra é essencialmente formada por tijolos que produzem obras suntuosas, formando os grandes monumentos da modernidade. As construções faraônicas ainda hoje alimentam uma rivalidade medíocre de vaidades.

Infelizmente, a fé, na maioria dos casos, é baseada no que vemos. Crer em algo abstrato e de dimensões desconhecidas não é muito atraente para nós. Temos uma falsa necessidade de conforto e abrigo por meio do concreto. Existe uma lamentável inversão de valores, até o momento que a terra treme e tudo o que consideramos reflexo de segurança e comodidade vai ao chão.

Percorrendo as ruas da devastada Porto Príncipe, capital do Haiti, pude observar muito ferro retorcido e quantidades inimagináveis de tijolos em forma de escombros. Ironicamente, segundo as crenças egípcias, as pirâmides tinham o propósito de criar uma atmosfera favorável para o processo de transição da vida após a morte. As gigantescas tumbas eram responsáveis por grande parte da produção de tijolos da época. Essencialmente, a situação é a mesma. A única diferença é que no Haiti as pessoas foram sepultadas com vida, mas o paralelo entre os tijolos era evidente para mim. Vi grandes tumbas formadas por escombros permeando as ruas da cidade. Imaginar que, em poucos segundos de tremor, grandes construções e até palácios se transformaram em tijolos destroçados, formando uma terrível imagem do caos.



Gostaria de apagar da memória algumas imagens que presenciei. Vi muito lixo e esgoto a céu aberto, vi a fome das pessoas, vi o desespero de alguns vagando sem rumo e sem perspectiva. Estima-se que existam mais de dois milhões de desabrigados. Os escombros serviam apenas para emoldurar o caos. Definitivamente não podemos transcrever a situação com palavras.



Quando entramos no Camp (acampamento de desabrigados) de Sité Soleil, vi uma realidade áspera e de difícil digestão (curioso falar em digestão no Haiti, nunca fiquei tanto tempo sem comer). Segundo fontes confiáveis, este Camp é um dos mais perigosos do Haiti. Lá pudemos ver milhares de pessoas vivendo em condições subumanas. Não há banheiros e a ajuda humanitária tem muita dificuldade para levar água e comida nesta região. Famílias inteiras vivendo em barracas no meio da lama e do lixo. Éramos recebidos com uma hostilidade muda. Os haitianos têm um olhar questionador que falava muito mais do que palavras, aliás, quando alguma palavra era pronunciada por eles era, na maioria das vezes, em creole e, raramente em francês – línguas que evidentemente não dominamos.



Continuando nosso percurso vi uma cena que marcou minha vida. Era um rio de lixo. Toda aquela sujeira e mau cheiro não estavam lá por causa do terremoto que abalou o país em janeiro de 2010. Aquela situação era reflexo de mais de dois séculos de uma independência cativa que o Haiti ainda vive.



Depois de pouco mais de dois meses do terremoto vemos que o país ainda está em choque. Não há nenhum tipo de serviço público. Escolas e repartições públicas ainda estão fechadas. O comércio é informal e absurdamente carente. As construções que ainda permanecem de pé não são utilizadas em razão do medo de novos tremores na região. A cidade de Porto Príncipe adotou as ruas e avenidas como banheiros e dormitórios.



Tive vontade de largar minha câmera e gritar pelas ruas, mobilizar, limpar, organizar… iniciar a reconstrução. Mas a verdade é que quanto mais tempo eu permanecia na região, menos eu queria sorrir; em alguns momentos – confesso: cheguei a desanimar. Comecei a olhar com olhos naturais para a situação e não via saída.



Estávamos com um grupo de missionários que, com recurso brasileiro, compraram 12 toneladas de mantimentos e 30 caixas d’água na República Dominicana e levaram para o Haiti. Para mim foi um grande privilégio participar, ainda que de forma muito tímida, do processo – ajudei a descarregar o caminhão de mantimentos. Esta simples tarefa significou muito para mim. Não é possível documentar uma situação sem realmente vivenciá-la.

Acredito que uma boa imagem vale muito mais do que mil palavras. Diante do caos, a busca por “imagens que falassem” chegava a ser exaustiva. O mais interessante é que, neste momento, eu ainda buscava uma imagem que pudesse me inspirar e me trazer esperança novamente. Pela primeira vez, em muitos anos de profissão, fiquei com o olhar totalmente desfocado (obviamente é muito difícil de descrever…).



Vagarosamente, a imagem da esperança começou a se formar diante dos meus olhos. Na medida em que as fronteiras culturais ficavam menores, as barreiras caíam. Comecei a ver a riqueza do país; dia após dia, as virtudes daquela nação começaram a desabrochar diante dos meus olhos: pessoas inspiradoras, homens e mulheres que baseiam suas vidas em algo muito maior e mais consistente do que tijolos.

A fé de alguns mostrava um certo antagonismo. No meio do caos, era possível observar que algumas pessoas não se renderam ao desânimo e não deixaram sua vontade de viver se abalar pelo tremor. O sorriso no rosto deles servia como mola propulsora para nossas vidas. O desconforto, as dificuldades com o idioma e os transtornos de logística se transformaram em meros detalhes diante da nossa motivação. Finalmente, eu podia visualizar a direção que deveríamos tomar para documentar aquela realidade: Ainda existe esperança!



É tempo de reconstruir! (aqui vale um plágio da obra de um grande amigo)

Percebi que a reconstrução começa no coração, na fé e na esperança. Quando os ideais são mais fortes que as circunstâncias, as coisas realmente acontecem. Saímos do Brasil com o intuito de ajudar e fomos inundados por uma chuva torrencial de esperança. Utilizar a linguagem fotográfica e a narrativa cinematográfica para contar aquela história é, no mínimo, um grande privilégio.

É importante mencionar que minha percepção é um recorte da realidade. Andamos por um país destroçado, corrupto e sem rumo. Muitos vivem sufocados nas tradições religiosas, outros preferem amargar no total ceticismo. Sabemos que é necessário muito mais para ver este povo reverter o quadro desta nação. Ainda assim, entendo que nosso papel não é fomentar uma utopia, mas sim, focar nas flores raras que brotam em meio a sequidão do deserto.



Já estou contando os dias para ver novamente aqueles sorrisos e reencontrar pessoas carentes que nos pediram, sem palavras, para voltarmos. Não vejo a hora de receber mais um banho de motivação e esperança. Preciso ver novamente aqueles que vivem entre os escombros, que lutam por água e comida, mas que se alimentam com fartura da fé em Deus.


por Alyson Montrezol

12 agosto, 2010

The Social Network




The Social Network é tão aguardado e especulado filme que conta a história da criação do Facebook, a maior rede social do mundo com mais de 500 milhões de usuários ativos.

O filme tem direção de David Fincher (Se7en e Clube da Luta) e conta com Jesse Eisenberg (Zumbilândia e Adventureland) no papel de Mark Zuckerberg, o criador do portal que hoje é mais acessado que o próprio Google.

Não demorou muito para surgir algumas paródias na net, e aqui vai a mais legal, uma paródia sobre o a história do Youtube!



+ infos do filme no site oficial aqui!

por Gutojardim

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos




Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I - “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II - “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III - “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV - “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar...
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...

V - “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI - “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII - “A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS”
...Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...
... Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
... Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
... Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...
...Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

VIII - “DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!”
...mas eu paguei o preço.
...mas eu fiz por onde merece-la.
...mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha... Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX - “NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM”, mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X - “A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA” é o que dizemos, mas na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.


reblogado de Alternativa 7 original de Gosto de Ler

09 agosto, 2010

Colaboração - Programa 1 Milhão de Rodas



Trabalho voluntário é toda atividade desempenhada no uso e gozo da autonomia do prestador do serviço ou trabalho, sem recebimento de qualquer contraprestação que importe em remuneração ou auferimento de lucro. A Fundação Dixtal é uma organização sem fins lucrativos, atuante desde 1999. Conta com uma equipe de profissionais e voluntários conscientes e comprometidos com o trabalho de estimular relacionamentos colaborativos que melhorem a qualidade de vida das pessoas.

Além desse time, a Fundação conta com a extraordinária colaboração de voluntários e fortes parcerias com escolas públicas e organizações da sociedade cível, que tornam possível a realização de um trabalho lastreado na integração de todos os públicos envolvidos

Fui participar de um dos eventos deles na sede, e as primeiras impressões que tive é que um lugar levado a sério, que tem gente comprometida, e um pessoal que leva a sério trabalho voluntário, muitas pessoas matam o tempo ou preenchem o tempo vazio fazendo trabalho voluntário, porém lá pude perceber que existem pessoas que dão uma parte do seu tempo, para o trabalho voluntário, então ta ai uma mega dica pra quem quiser saber mais sobre o que é trabalho voluntário

Site Fundação DIXTAL

E entre as palestras tive um momento de intimidade com Deus e Ele me deu a seguinte frase que quero compartilhar com vocês.

"Um ditador cria escravos, porém um Colaborador Discípulos..."

Abraço galera fiquem com Deus


rebloged de The Old Box dica da Duda

GAME OVER




Esses dias vi uma amiga querida passar por algo que eu já passei, o fim de um namoro, e não consegui parar de pensar nesse tema, o FIM!

O fim, mas que coisa tão triste, não é? O fim é triste desde coisas banais e triviais até coisas importantes como o fim de um relacionamento... quem nunca ficou abalado com o fim da sua novela/ seriado favorito? Quem não chorou no ultimo dia de aula no do pré... do colegial... ou da faculdade? Quem não gastou pacotes de lenço no final de um namoro? Quem nunca sofreu em nenhum desses “THE END” ou “GAME OVER” que atire a primeira pedra...

Me lembro de quando eu terminei o meu primeiro namoro, que sensação de perda! Ah! A sensação do fim... É o fim de um namoro é uma etapa confusa, uma fase que você não sabe o que fazer com os seus sentimentos, uma fase que parece que você perde a sua identidade, perde seus parâmetros, você fica deslocado, você não é mais quem você era antes do namoro, o tempo se passou e você mudou sem que você desse conta e você também não pode mais ser quem você era durante o namoro, aquele rotina, aquele ritmo, se foi, se quebrou se rompeu...

E isso não acontece só no final do namoro, todo fim traz esse sentimento de perda e de estar perdido...

Quando eu fiz 20 anos fiquei assim, perdida. O meu objetivo era os 18 anos, ele era o meu sinal de liberdade, de juventude plena, e de repente acordei com 20. Epa? Não era isso que eu queria, queria os 18 anos, estava bom! 20 nunca! Jamais! Desde que eu me entendo por gente eu moro na casa dos 10, e como assim a casa dos 20 chega sem me avisar que vem?

E isso é verdade? Os 20 vieram sem avisar? Não! Os vinte não vieram sem avisar, se eu tivesse pensado um pouco e ouvido os meus pais (depois dos 18 tudo passa mais rápido) saberia que a conta é a seguinte.... 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20... e assim sucessivamente... o tempo passa e com ele um novo fim chega a cada dia, a cada nova etapa um fim, seja ele bom ou ruim (rimou)... fazer 18 anos, fim, acabou a matata agora você é gente grande; mudar de emprego, fim, o que você conhecia e já era fácil mudou agora são novos espaço, novas pessoas e novos desafios; terminar um relacionamento, fim, você vai ter que se acostumar com o titulo de solteiro de novo e voltar a viver a vida desta maneira; a concretização de um sonho, fim, esta na hora de buscar um novo.

Assim como a idade nada chega do dia para noite, o “Lost” avisou que ia acabar, todo mundo sabia o dia e a hora do fim, todo mundo se programou ficou em casa e assistiu o ultimo episódio de “Lost” esperando todas as suas respostas, mas como o próprio nome diz depois disso todo mundo ficou lost (rs) não só porque as perguntas não foram respondidas, mas porque ficou aquela pergunta... “o que eu vou assistir agora?”, é, o fim traz uma pergunta que te empurra para um começo... por isso o livro de Eclesiates fala sabiamente sobre o fim dizendo que, “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito”. (Eclesiastes 7:8), e como pode ser tal coisa? É a vida é cheia de ciclos, onde termina um começa outro e ai esta a graça da vida, a novidade só vem com o fim, você só pode ser casada se deixar a a vida de solteira e só pode assistir um seriado novo se o antigo acabar, temos que ser pacientes esperando em Deus as novidades da nova fase que esta por vir, por isso nunca caia no engano de dizer “Por que foram os dias passados melhores do que estes?” pois como Eclesiastes completa “Porque não provém da sabedoria esta pergunta”. (Eclesiastes 7:10)


por Mariherman

07 agosto, 2010

A Nova Reforma Protestante




Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira

Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro abaixo). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.


SÍMBOLO O cirurgião Irani Rosique (sentado, de camisa branca, com aBíblia aberta no colo). Sem cargo de clérigo, ele mobiliza 2.500 pessoas no interior de Rondônia


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Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”


É lisonjeador saber que nos consideram ‘pensadores’. Mas o grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência. É de ética e honestidade” RICARDO AGRESTE, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, São Paulo

Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.


O que importa é buscar a essência do cristianismo, que acabou diluída porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas” MIGUEL UCHÔA, pastor anglicano (à esquerda na foto, ao lado do bispo Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife)

“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”

Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.

Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.


As pessoas não querem mais dogmas, elas querem autenticidade. Minha postura é, juntos, buscarmos algumas respostas satisfatórias a nossas inquietações” ED RENÉ KIVITZ, pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo

O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”

Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”

O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis (lembre aqui!) condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.

Sites como Pavablog, Veshame Gospel, Irmãos.com, Púlpito Cristão, Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.

A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”

Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.


O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar. É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia” VALTER RAVARA, “ecocapelão”, criador do Instituto Gênesis 1.28 e da Bíblia verde

A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.


DA WEB ÀS RUAS – Blogueiros que organizam a Marcha pela ética, um movimento de protesto incrustado dentro da Marcha para Jesus, promovida pela Renascer

O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”

A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.


retirado de Revista Época/Pavablog

De um lado do mundo para o outro



親愛的巴西弟兄姐妹們,

你們好!!!!!!!!

Passion 聖保羅將要來到!你們都非常興奮嗎?你們準備好了群集一起敬拜至高的君王嗎?你們準備好要在你們的城市,在你們的國家,還有在這個世界裏使耶穌聞名嗎?如果你說是的話,那麽你和我就有共同的心跳了。感謝主!

我的名字叫Sam。我來自中國。我很感恩能幾度在香港和美國參加Passion會議。今年6月,Passion香港又一次震動了我的世界!我永遠也不會忘記那震撼的一刻 – 當時我們所有參加Passion香港的三千多個大學生,為著巴西的大學生來禱告。我們祈求你們會為Passion聖保羅而興奮起來,你們會受到極大的激勵而加入到世界性的Passion運動中,使耶穌聞名。對 – 你就是我們代禱的對象。而且我們並沒有停止過為你們禱告。今天,我依然帶著我的手帶,背面寫著“Passion 聖保羅 9月3-4日”。雖然我們從沒見過面,但我每天都為你們禱告。

朋友們,準備出發去Passion 聖保羅吧!記住到時要喊得大聲一點,好使我們在中國也能聽見你們的聲音!

願神祝福你們!

Sam


Tradução:


Queridos irmãos e irmãs no Brasil,

Olá!!!!!!

Passion São Paulo está chegando! Vocês estão animados? Estão prontos para se reunir e adorar o Rei sobre todas as coisas? Estão prontos para fazer Jesus famoso na sua cidade, no seu país e no mundo? Se você disse sim, então os nossos corações estão no mesmo ritmo. Glória a Deus!

Meu nome é Sam. Eu sou da China e fui abençoado em participar várias vezes das conferências Passion tanto em Hong Kong como nos EUA. Passion Hong Kong em junho impactou profundamente o meu mundo, de novo! Eu nunca esquecerei o momento poderoso em que mais de 3000 de nós universitários chineses estávamos orando durante o Passion HK pelos estudantes do Brasil. Nós oramos para que vocês sejam incendiados no Passion SP, e que vocês sejam inspirados a participar desse movimento mundial do Passion de fazer Jesus famoso. Sim – era por VOCÊS que nós estávamos orando. E nós não paramos de orar. Hoje, eu ainda estou com a minha pulseira no braço, e no verso diz “Passion São Paulo 3 e 4 de setembro” e eu estou pensando em vocês todo dia, embora nós nunca nos conhecemos.

Se prepare para o Passion São Paulo, meu amigo! E garanta que vocês gritem tão alto que nós poderemos ouvi-los na China!

Deus abençoe vocês!

Sam


retirado de 268 BLOG

05 agosto, 2010

Pipoca & Bíblia - Faith Like Potatoes




Sábado dia 07.08 às 18h30 vai rolar mais um Pipoca & Bíblia do JayCBe com o filme Faith Like Potatoes (O Fazendeiro de Deus).

Vamos comer uma pipoca, assistir o filme e participar de um debate sobre o filme com o Joubert.

Não falte!

Trailer do filme


> Visite o Hotsite do filme


por Gutojardim