30 agosto, 2010

Tá quente... tá frio...




Quem nunca brincou de “tá quente-tá frio”? Se não está ligando o nome à brincadeira, deixe-me explicar: trata-se daquele jogo infantil em que a criança tem seus olhos vendados, e tenta encontrar algo através do tato, enquanto as outras crianças dizem “está quente” ou “está frio” de acordo com a proximidade da coisa que se almeja achar. A graça da brincadeira é dizer que tá quente, quando na verdade tá frio. O problema é que ninguém se segura, e acaba caindo na gargalhada, revelando assim o embuste.

Penso que isso sirva de analogia para a relação entre a igreja e a cultura. Como cristãos, cremos que tivemos nossos olhos desvendados, e fomos arrebatados do império das trevas para o reino da luz. Porém, o mundo ao nosso redor segue mergulhado na escuridão. Devo esclarecer que não me refiro aos cristãos nominais, cegos em sua presunção religiosa, mas àqueles que, de fato, foram encontrados e transformados pelo amor que emana de Deus, e que personalizou-se na figura histórica do Nazareno.

Como cristãos, não podemos fazer vistas grossas ao que acontece à nossa volta. As Escrituras dizem que as nações andariam à nossa luz. Compete-nos, portanto, ajudar àqueles cujas vistas parecem estar ainda vendadas.

É claro que entre os ‘vendados’, há os que estão ‘quentes’ e os que estão ‘frios’ em sua busca. Isso pode ser facilmente percebido através de expressões culturais, seja na música, na poesia, na dramaturgia, nas artes plásticas, e até na ciência. Como também pode ser percebido na práxis adotada por cada um.

Em seu discurso no Areópago de Atenas, Paulo resume a verdade bíblica magistralmente. Ele afirma, sem medo de errar, que o Deus desconhecido a quem eles dedicaram um altar, é o Criador do Mundo e de tudo quanto existia, e que não carece de ser servido por mãos humanas. Também diz que ele mesmo havia estabelecido as nações, ordenando de antemão quais seriam seus limites geográficos e históricos. Segundo o apóstolo dos gentios, “Deus fez isto para que o buscassem, e talvez, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós” (Atos 17:27).

Após esta contundente declaração, Paulo cita os poetas/filósofos gregos: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Como também alguns dos vossos poetas disseram: Somos também sua geração” (Atos 17:28). Seria como se um pregador de nossos dias resolvesse citar um autor secular famoso em um de seus sermões. Quem bom que Paulo não estava se dirigindo a crentes legalistas de nosso tempo, se não, estaria se metendo numa encrenca das boas.

Em outras palavras, era como se o apóstolo dissesse: Está quente! Vocês não estão longe d’Ele. Estão chegando cada vez mais perto. Mas estou aqui para desvendar seus olhos para que finalmente vocês O encontrem.

Se fossem alguns pregadores de hoje, aquele altar teria sido derrubado num verdadeiro show de exorcismo e desrespeito à crença alheia. É difícil falar disso e não lembrar do episódio em que o bispo da igreja universal chutou a imagem de uma santa católica em pleno programa de TV. O que teria feito Paulo numa situação daquela? Teria xingado a imagem? Creio que não. Em vez disso, teria dito: Maria, a mãe do Salvador, por quem vocês têm tamanho respeito e devoção, foi quem disse acerca de seu Filho: Fazei tudo quanto Ele mandar. E por aí, Paulo conquistaria o coração até do mais fervoroso devoto mariano.

Imagine um pregador de hoje ter a ousadia de citar Chico Xavier para anunciar as boas novas aos espíritas? Ou ainda: que tal citar Maomé para introduzir a mensagem de Cristo aos muçulmanos? Ousado, não?

Mas a gente prefere gritar: Tá frio! Vocês estão completamente errados em sua fé! Chico Xavier era apenas um embuste! Maomé era um falso profeta! Buda não passava de um glutão safado!

E o pior é que com esta postura, estamos cada vez mais afastados daqueles que realmente necessitam conhecer a Luz do Mundo. E enquanto atacamos os que julgamos estar frios, nós estamos nos amornando, como a igreja dos laodicenses. Achamo-nos tão perto, e não percebemos o quanto estamos nos distanciando da verdade, na mesma medida em que nos distanciamos do amor. Tão perto, mas tão distante. Bom seria se déssemos ouvidos à advertência de Jesus à igreja de Laodicéia: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem qunte, vomitar-te-ei da minha boca. Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, para ungires os teus olhos, a fim de que vejas.” (Apocalipse 3:15-18).

Bem que podiam ter dormido sem esta! Não se enganem. A carapuça cabe em nossas cabeças. Achamo-nos tão ricos, que jamais aceitaríamos que a cultura ao nosso redor tivesse qualquer contribuição a dar. Fechamo-nos hermeticamente em nosso mundinho gospel, a ponto de deixarmos de fora o próprio Jesus, que insistentemente bate à porta, conclamando-nos a cear com Ele. Aliás, Jesus toma a realidade social e cultural da cidade Laodicéia como analogia do estado espiritual em que aquela igreja estava. O colírio, por exemplo, era produto daquela região. Eis o exemplo de uma espiritualidade engajada com a realidade, aberta ao diálogo respeitoso, sem contudo, abrir mão da verdade do Evangelho.

Penso que nosso maior problema é com a presunção. Somos os santos, os eleitos, os sabichões, e que, ainda por cima, têm que aturar este monte de gente pecadora. Cabe aqui a reflexão certeira de Tomás de Aquino: “A santidade não consiste em saber muito, meditar muito, pensar muito. O grande mistério da santidade é amar muito." Tenho a impressão de que muitos cristãos contemporâneos estão entre aqueles para quem Paulo declara: “Confias que és guia dos cegos, luz dos que estão trevas, instruidor dos nécios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?”(Romanos 2:19-21a).

Que tal se mirássemos nossas críticas mais ferrenhas em nossa própria direção, e olhássemos com mais amor e compaixão aqueles que nos rodeiam?


reblogado de Genizah

cUras, cUras e mAis cuRaS




Farei uma confissão: Ouço programas evangélicos, quando estou no transito sou acompanhado por algum pastor neopentecostal. A “memória 2” do som do meu carro é só de rádios evangélicas. Hoje isso soa como confissão de pecado. Esses programas são mal feitos, a maior parte do tempo é utilizado para a oferta com o fim de “permancer no ar e continuar sendo uma benção”.

Meus amigos não entendem porque eu faço isso, mas todo drogado é assim, ele sabe que faz mal, mas...

Com esse (péssimo) hábito ouço muitas pregações sobre sucesso, testemunhos de vitória financeira (“você pode tudo”) e cura. Mas é cura de dor nas costas, no braço, na unha... Eles não curam síndrome de Down, Alzheimer e nem vão ao GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Por que? O deus que cura dor nas costas não cura câncer? Estranho, no mínimo estranho.

Karl Marx acertou, a religião é mesmo “o ópio do povo”. É isso que o povo quer, algo que anestesie a vida, quando o efeito dessa anestesia acabar (e acaba rápido) aplica-se outra e assim vai. Não se fala em coisas difíceis e derrotas, apenas em vitórias. Curas, curas e curas. Quem oferecer mais ganha mais oferta e fica mais tempo no rádio.

A função da religião não é fazer com que as pessoas se sintam bem. Então o que Deus nos dá? Amor? Sim, Deus nos ama, mas não deseja domesticar animais de estimação, dando alimento e carinho, antes ele deseja maturidade, pessoas livres que respondam a ele com liberdade.

E paz? Sim, Deus nos concede uma paz sem igual, porém não é paz que se dá quando deixamos de falar do que é ruim e doloroso. Há pessoas de todos os tipos ao nosso redor, crianças e pais, jovens e adultos, pessoas que estão sendo cruelmente maltratadas e violentadas, afligidas e desprezadas. Qualquer pregação sobre paz que dá as costas a estas situações é uma tremenda farsa.

Curioso esse fascínio pelas curas, desde os tempos de Jesus isso acontece. Jesus curou, operou milagres e maravilhas, mas quando pregou sobre a vida no reino de Deus ele não disse que os felizes eram os curandeiros nem os curados, quando Jesus falou sobre a vida feliz ele disse:

Felizes são os humildes de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os perseguidos (Mateus 5). Esses são felizes porque experimentam salvação, esses são felizes porque são sal da terra e luz do mundo.

Ser cristão não tem haver com cura nem prosperidade, ser cristão é cuidar do próximo é saber se relacionar com as pessoas vendo nelas a expressão de Deus (Mateus 25:34-45).

Na bíblia quem disse “tudo isso te darei se, prostrado, me adorares” foi Satanás. "Tô" fora.


reblogado de coNfrAria - viLLy fOmiN

26 agosto, 2010

O cristão na política: direita ou esquerda?




É muito difícil passar ideologicamente incólume pela universidade. O ambiente é bastante propício para engajamento político, que, em linhas gerais, pende para a esquerda, como todos nós provamos nos tempos da faculdade. Quando experimentei minha conversão em 1982, numa das salas da faculdade de direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, vivia-se a primeira eleição pós-ditadura para governador. Votar em Brizola era, então, uma questão de honra. O adversário era Moreira Franco, que disputava a eleição pela nova Arena – o PDS. Brizola começara com um índice insignificante nas pesquisas. Porém, a Globo cometeu o deslize de incluí-lo nos debates na televisão. O efeito foi instantâneo e impressionante. Brizola poderia ser um mau administrador, mas como debatedor na televisão era imbatível. Frasista inigualável, com um tirocínio impressionante, destruiu seus oponentes e logo assumiu a ponta nas pesquisas.

Aí vem minha conversão. Um colega de faculdade que me evangelizou levou-me à Comunidade S-8, então dirigida pelo pastor Geremias de Matos Fontes, falecido recentemente. Figura memorável e queridíssima, um homem profundamente comprometido com Deus. O "tio Gerê" fora deputado federal e governador do Estado do Rio de Janeiro, e, num passo corajoso, largara a política no auge do prestígio para responder integralmente ao seu chamado ministerial. Manteve, porém, em relação à política, uma visão conservadora na qual Brizola protagonizava uma ameaça à paz e à segurança do Rio de Janeiro e do país. Aí começou o meu primeiro drama político-espiritual. Recém convertido entrei em contato com uma linha que interpretava o embate político como uma guerra espiritual com lados definidos. E o mal era um abutre que voava com a asa esquerda. Aquilo me lançou na maior perplexidade, pois fiquei sem saber se devotava lealdade à minha nova experiência espiritual ou ao meu fervor estudantil.

Faço o relato para ilustrar a nossa tendência de identificar as tendências políticas com a realidade espiritual. Deus em política, pensamos, toma partido e se identifica com as nossas preferências ideológicas. O cristão mais identificado com a esquerda pensa que Deus também é de esquerda e acha sua cartilha muito mais humana, mais solidária etc., etc. O de direita também crê que sua opção é a mais compatível com sua fé, pois é quem mais defende os valores morais do evangelho, a livre iniciativa e por aí vai. E o pior não é isso. Quando chegam as eleições a batalha começa a tomar configuração apocalíptica.

Não é um dilema? Na verdade não deveria ser. As diversas correntes ideológicas servidas no mercado político querem nos convencer que será melhor para a sociedade se o Estado se posicionar desta ou daquela forma. São discussões sobre como o poder dele deve ser exercido sobre a sociedade. É importante, mas não deveríamos classificar os nossos irmãos em Cristo em categorias estereotipadas apenas porque eles não comungam de nossas preferências ideológicas (especialmente quando se vive num regime democrático, em que o poder do Estado sofre limitações constitucionais). Não deveríamos nunca, a esse respeito, impor convicções, mesmo porque o dissenso é o oxigênio da convivência política – aliás, de qualquer convivência saudável.

Além do mais, cristão não tem rigidez ideológica. Em política ele é um infiltrado. Conforme a causa em pauta estamos à direita ou à esquerda. Nosso compromisso é com a causa do evangelho, e na defesa desses valores podemos nos aliar politicamente a todos aqueles que se dispuserem a defendê-la no caso concreto, independentemente do lado para que pende ideologicamente a asa de nossos aliados. O velho e saudoso Schaeffer falava muito em co-beligerância, conceito que deveríamos lembrar nestes tempos bicudos de patrulhamento ideológico. Seria muita ingenuidade nossa imaginar que os valores do evangelho poderiam ser sequestrados por qualquer partido ou tendência ideológica. O nosso partido é o do evangelho, e o cristão que participa da vida política, seja como eleitor, seja como deputado, deve se lembrar sempre que a sua cidadania é essa, inscrita na cidade de Deus, e que por aqui somos peregrinos, que vamos salgando o terreno dentro daquilo que é possível para nós.


retirado de Ultimato por João Heliofar

Identidade - Vlog do Lu e Tero com Marcos Botelho




Quem é você?
Quem sou eu?
Como sabemos qual a nossa identidade?
Penso logo existo?
Não importa o que vão pensar de mim?
Todas estas perguntas os nossos amigos LU e TERO com Marcos Botelho não vão responder, mas vão dar sua opinião!

Se você tem conta no Youtube se inscreva no canal LUeTERO


reblogado de Marcos Botelho do JV

Óculos 3D de Deus




“Porque andamos por fé, e não por vista.” (2 Coríntios 5:7)

Fico imaginando a cena, Josué e Calebe chegando a entrada da cidade prometida... nos dias de hoje acho que seria algo como chegar a Nova York ou a Hong Kong ou até mesmo a São Paulo e saber que você iria dominar aquela cidade, teve uma sensação bizarra? Bom acredito que tenha sido essa a sensação que eles tiveram, muralhas incríveis, intransponíveis, assim como os arranha-céus que dominam todos os cantos de uma grande cidade. Imagino os gigantes, nunca vi um, mas já me senti intimida pela presença de uma grande autoridade ou por alguém muito maior que eu (é que como isso não muito freqüente, quando acontece me assusta, rs). Imagino os grandes frutos que essa terra podia dar, hoje não temos mais cachos de uvas que precisam ser carregados por vários homens, mas temos homens carregados de vários segurança, mulheres carregadas de jóias, carros carregados de equipamentos, todos fruto do trabalho nessa terra.

É de se intimidar, olhar tudo aquilo, todo aquele poder e ostentação, ainda mais se você é um escravo recém liberto, que fugiu dos seus dos seus dominadoes e que a única coisa que vivenciou da liberdade foi o deserto.

Mas eles não olharam para isso, não olharam as muralhas que se erguem, não olharam os homens que se mostram poderosos e também não olharam o fruto do seu poder, então para o que eles olharam?

Eu creio que eles olharam para o impossível, pois maior que ele somente o Deus que os colocou nesse caminho... um Deus que provou para o faraó que o lugar deles não era no Egito sendo escravo, que fez o mar engolir o seu passado, que com refrescância os guiava em um deserto quente durante o dia e durante a noite os guivava com uma coluna de fogo que esquentava em seu caminho com o calor quase materno, levando os protegidos pela noite, um Deus que os alimentou pela manhã com misericórdia e de noite com fidelidade (Salmos 92:2).

Eles não eram loucos nem cegos, se fosse Moises não os teria enviado, mas eles eram homens que haviam optado por ver tudo com os óculos 3D de Deus, a “Fé”, ela nos permite ver quão próximo as coisas que Deus tem planejado para nós, estão para acontecer, ela nos mostra a beleza das coisas que antes pareciam estranhas (ou impossíveis) e começamos a entender as coisas que antes pareciam borrões inexpressivos.

Vamos tentar colocar o óculos 3D de Deus e não tira-lo mais, vamos tentar entender que a murmuração não mudará o nosso caminho caminho, mas a Fé poderá mudar a sua história.

Desejo a todos um bom filme ou melhor uma boa vida!

Bjs


por Mariherman

25 agosto, 2010

Deus quer os pecadores?




Bom se você pensa que nem eu pensava provavelmente a sua resposta será: NÃO.
Antes de Deus falar comigo a respeito de quem ele tem buscado para trabalhar em sua obra eu achava que ele estava buscando pessoas perfeitas, prontas, mas não é bem isso que Deus tem buscado para trabalhar em sua obra.

Então quem ele tem buscado para trabalhar em sua obra?
É isso que nós vamos descobrir através desta palavra.

Em Lucas 19:1-9 encontramos a historia de Zaqueu, um publicano, e ele é um exemplo nítido de quem Deus tem buscado para trabalhar para ele e com ele.

O trecho já começa com uma um fato muito “engaçado”, ele diz que Jesus atravessava a cidade de Jerico, ou seja, ele estava lá de passagem, não tinha pretensões de permanecer por lá, porem Jesus acabou fazendo uma “paradinha” em Jerico. Porque? O que fez com ele para se naquela cidade?

ZAQUEU! Exatamente, o motivo da parada foi um homem chamado Zaqueu.

Quem era este homem?
Ele era um publicano, cobrador de impostos daquela época, por este motivo imaginasse que ele fosse um homem rico.
A bíblia diz também que ele era um homem de pequena estatura e devido a grande multidão que estava a sua frente não consegui ver Jesus.
O que isso quer dizer?
Imagine ser um cobrador de impostos do Império Romano, acho que provavelmente ele não devia ser uma pessoa muito querida por aquele região, imagine como ele devia se sentir em relação a isso.
A pequena estatura faz referencia a maneira como ele se via, pecador, pequeno.
A multidão que impedia de que ele visse a Cristo representa os seus pecados, o seu passado, a sua culpa, tudo aquilo que se punha entre ele e o mestre e impedia que ele conhecesse a Cristo.

Apesar da maneira como ele se enxergava e a distancia que o pecado causava entre ele e Cristo ele não desistiu de ver (conhecer) o mestre. Por isso ele subiu numa figueira brava para poder vê-lo passar. Essa figueira representa a fé, por apesar tudo ele creu que ele poderia ver o mestre.

Já no versículo 5 diz que quando Jesus passou por Zaqueu ele olhou para cima e disse Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje., ou seja, Eis-que estou a porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele e, ele comigo.” (Apocalipse 3:20).

“Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria” é isso que diz no versículo seguinte. Zaqueu não falou para Jesus marcar para semana que vem, ou avisou-o de que ele era um publicano, não ele aceitou o convite mais do que depressa.

“Ele não pode ser usado por Cristo, esse cara não presta!”, “Ele dançava lá na TV e agora quer dizer que é Crente?!”, quantas vezes você já não ouviu uma frase parecida com esta? Foi mais ou menos isso que as pessoas falaram quando Jesus se hospedou na casa de Zaqueu.
É nós muitas vezes nos esquecemos que Deus não esta em busca dos sãos, mas sim em busca daqueles que precisam de ajuda (Mateus 2:17), e ele não que usar os que são capazes, mas aqueles que realmente dependem do mestre (I Coríntios 1:18-31).

A partir do momento em que Jesus entra na casa (vida) de Zaqueu ele toma atitudes importantíssimas, uma delas é que ele assumi que Jesus é o general da sua vida, ou seja, não é ele quem dá as diretrizes, e sim o Senhor quem comanda sua vida!

Por isso Cristo diz que naquele dia entrou salvação naquela casa.

Mas você ainda não esta convencido de que Deus tem lhe chamado para a obra?

Vou dar exemplos usando o perfil psicológico de alguns discípulos.
Mateus: Tinha péssima reputação, também era publicano e adorava festas.
Tomé: Inseguro (só acreditava no que via), era lógico, não tinha sensibilidade nem imaginação, era orgulhoso (o mundo tinha que girar ao seu redor) e desconfiava de tudo e de todos.
Pedro: Inculto, iletrado, intolerante, irritado, agressivo, indisciplinado, não suportava ser controlado, não era empreendedor, não planejava o futuro, era imperativo, ansioso, impunha e não expunha as sua idéias, não trabalhava as suas frustrações e repetia os mesmos erros com freqüência. (Só para lembra foi para este cara que Jesus disse: “Eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas de Hades não poderão vence-la”).

Bom acho que se fosse o Justos que tivesse que escolhe-los CONCERTEZA eles já estariam todos DEMITIDOS! Mas não Deus diz que ele “escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e o que para o mundo é fraqueza para envergonhar os fortes” (I Coríntios 1:27).

Portanto não esqueça Deus não tem buscado pessoas capacitadas, mas ele tem buscado pessoas dispostas!

Só por curiosidade, Judas foi o único discípulo que nunca foi criticado pelo mestre nas escrituras.

Pense nisso quando o diabo vier lhe dizer que você não é capaz. Pois esta é a mais pura verdade, mas lembre-se da melhor parte: é Cristo quem vai te capacitar!


por Mariherman

Esref Armagan




Esref Armagané um pintor cego. Sim, o artista nasceu cego, na Turquia, e faz pinturas com uma sensibilidade incrivel, sem saber que condiz com a realidade.

Premiado, o artista ganhou reconhecimento ao participar do documentário Os Super Humanos, no canal Discovery Channel.

















"Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a multiforme graça de Deus." (1 Pedro 4:10)


reblogado de Vida Marciana

'Não é piada, é a realidade'




Francisco Everaldo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, 45, provoca risos e indignação desde que a campanha eleitoral começou na TV.

Com o slogan "Vote Tiririca, pior que tá, não fica", ele vai às urnas para tentar uma vaga como deputado federal pelo Estado de São Paulo.

É a grande aposta do PR no pleito, tanto que ganhou a legenda de mais fácil memorização: 2222.

Folha - Por que você decidiu se candidatar?
Tiririca - Eu recebi o convite há um ano. Conversei com minha mãe, ela me aconselhou a entrar porque daria pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Eu tô entrando de cabeça.

De quem veio o convite?
Do PR.

Como foi?
Por eu ser um cara popular, eles acreditaram muito, como eu também acredito, que tá certo, eu vou ser eleito.

Sabe o que o PR propõe, como se situa na política?

Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí, não. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. E caso vindo a ser eleito, aí a gente vai ver.

Quais são as suas principais propostas?
Como eu sou cara que vem de baixo, e graças a Deus consegui espaço, eu tô trabalhando pelos nordestinos, pelas crianças e pelos desfavorecidos.

Mas tem algum projeto concreto que você queira levar para a Câmara?
De cabeça, assim, não dá pra falar. Mas como tem uma equipe trabalhando por trás, a gente tem os projetos que tão elaborados, tá tudo beleza. Eu quero ajudar muito o lance dos nordestinos.

O que você poderia fazer pelos nordestinos?
Acabar com a discriminação, que é muito grande. Eu sei que o lance da constituição civil, lei trabalhista... A gente tem uma porrada de coisa que... de cabeça assim é complicado pra te falar. Mas tá tudo no papel, e tá beleza. Tenho certeza de que vai dar certo.

Quem financia a sua campanha?
Então... o partido entrou com essa ajuda aí... e eu achei legal.

Você tem ideia de quanto custa a campanha?
Cara, não tá sendo barata.

Mas você não tem ideia?
Não tenho ideia, não.

Na propaganda eleitoral você diz que não sabe o que faz um deputado. É verdade ou é piada?
Como é o Tiririca, é uma piada, né, cara? 'Também não sei, mas vote em mim que eu vou dizer'. Tipo assim. Eu fiz mais na piada, mais no coisa... porque é esse lance mesmo do Tiririca.

Mas o Francisco sabe o que faz um deputado?
Com certeza, bicho. Entrei nessa, estudei para esse lance, conversei muito com a minha mãe. Eu sei que elabora as leis e faz vários projetos acontecer, né?

O que você conhece sobre a atividade de deputado?
Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer.

Até agora você não sabe nada sobre a Câmara?

Não, nada.

Quem são os seus assessores?
Nós estamos com, com, com.... a Daniele.... Daniela. Ela faz parte da assessoria, junto com.... Maionese, né? Carla... É uma equipe grande pra caramba.

Mas quem te assessora na parte legislativa?
É pessoal do Manieri.

Quem é o Manieri?
É... A, a, a.... a Dani é que pode te explicar direitinho. Ela que trabalha com ele. Pode te explicar o que é.

Por que seu slogan é 'pior que tá, não fica?
Eu acho que pior que tá, não vai ficar. Não tem condições. Vamos ver se, com os artistas entrando, vai dar uma mudança. Se Deus quiser, pra melhor.

Esse slogan é um deboche, uma piada?
Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.

Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara?
Não, de maneira alguma.

Quem é o seu espelho na política?
Pra te falar a verdade, não tenho. Respeito muito o Lula pelo que ele fez pelo nosso país. Ele pegou o país arrasado e melhorou pra caramba.

Fora ele...
Quem ele indicar, eu acredito muito. Vai continuar o trabalho que ele deixou aí.

Então você vota na Dilma.
Com certeza. A gente vai apoiar a Dilma. Ele tá apoiando e a gente vai nessa.

Não teme ser tratado com deboche?
Não, cara. Não temo nada disso. Tô entrando de cabeça, de coração. Tô querendo fazer alguma coisa. Mesmo porque eu sou bem resolvido na minha profissão. Tenho um contrato de quatro anos com a Record. Tenho minha vida feita, graças a Deus. Tem gente que não aceita, mas a rejeição é muito pouca.

Se for eleito, vai continuar na TV?
Com certeza, é o meu trabalho. Vou conciliar os dois empregos.

Em quem votou para deputado na última eleição?
Pra te falar a verdade, eu nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.


retirado de Folha.com

24 agosto, 2010

Sejamos como crianças!




Certa manhã, o pai vai ao quarto de seu filho e, carinhosamente, chama:
- Filho, que tal darmos uma volta de bicicleta pelo bairro?
O menino, com olhos ainda sonolentos, marca de sáliva pelo canto esquerdo da boca, cabelo todo assanhado, e pijama amassado, empolgadamente, responde:
- Obaaa! Obaaa, pai!!!
O pai afirma:
- Mas não precisa se arrumar não, tá, filho!? Venha do jeito que você está!
E o filho, aliviado:
- Obaaaa, ta certo, pai! Estou pronto, então!

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É tão simples e explicativo esse pequeno acontecimento...
Pois é assim que deve ser!
É assim que devemos agir diante de um chamado do nosso Pai!
Ele nos chama como estamos!
Não precisa se arrumar!
Não precisar tentar melhorar antes!
Não precisar se lavar antes...
é do jeito que estamos!
É pra ir como você está, sem demorar, sem fazer hora, sem condicionar...sem temer!

"Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele." (Lucas 18:17)

Quando aquele filho cresceu e começou a entrar na adolescência, mudanças foram acontecendo... Quando seu pai ia até seu quarto aos sábados pela manhã chamar para o passeio de bicicleta, o filho demorava, queria melhorar sua aparência, ia tomar banho, vestir uma roupa legal, colocar gel no cabelo...

Devemos ser como crianças!
Não se preocupar com a aparência... se envolver apenas com o passeio, desfrutando de cada detalhe dele com o Pai!
Com Ele, não tem como o passeio não ser bom!


[Baseado em uma palestra de Breno Brilhante - Campina Grande - PB]


reblogado por Amazing Grace por Karol Guedes

Não temos medo de pensar. Temos medo de não amar.




Não temos medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Temos medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não amamos: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, os homens e mulheres de Darfur.

Não temos medo de incertezas. Temos medo que nosso Amor deixe de ser nossa bandeira do Reino de Deus.

Não temos medo de não saber. Temos medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

Não temos medo de questionar dogmas. Temos medo de que os dogmas impeçam a transformação de vidas.

Não temos medo do inferno. Temos medo de que nossas mãos se fechem, e não possam ajudar o nosso próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as nossas próprias mãos sejam as quais o empurra para esta existência-inferno.

Não temos medo de devanear teorias loucas. Temos medo que a loucura desse mundo violento cegue nossos olhos a ponto de sempre que pararmos num farol, nesta cidade-sombria, fechemos nossos vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.

Não entendemos como problema sair do molde da teologia sistemática. Temos medo de sistematizar Deus e modela-lo a algum padrão.

Nós não temos medo de chorar por nós mesmos. Nós temos medo de que não mais choremos o choro dos outros.

Não sentimos culpas pelas nossas dúvidas. Mas pedimos que nos lembre sempre de amar como Cristo.

Não temos medo ter uma fé cheia de espelhos em enigmas e despedaçada, que não tem a
precisão de uma fé “face a face”. Temos medo de perder o que existe de mais precioso: Amar.

Não temos medo de balançar alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Temos medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

Não temos medo de sermos rejeitados pela instituição. Temos medo da hipocrisia religiosa.

Não temos medo de sermos chamados de hereges. Temos medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecermos de amar pessoas.

Não temos a pretensão que nossos argumentos tenham todos os versículos a favor, e assim entrarmos numa guerra de versículos. Temos medo que nós não cumpramos aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.

Não temos medo de nos manifestar a favor de alguém. Desde que esse alguém não se esqueça que o conceito central do cristianismo é o amor.

Aprendemos que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
Aprendemos que Deus está acima da religião.
Aprendemos que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
Aprendemos a olhar pessoas como “filhos de Deus”, e amá-las incondicionalmente.
Aprendemos que qualquer um que tenta abrir os olhos de pessoas encabrestadas pela religião, acaba sendo queimado na fogueira da instituição.

Estamos seguros que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não temos medo de caminhar com alguém que nos ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.


reblogado de Fora da Zona de Conforto!