18 agosto, 2010

Haiti Music School: The Project




The Haiti Music School is an initiative of young people to make a change in the recently destroyed nation of Haiti.

This blog will explain the details of this project, intending to generate worldwide support and funding for this project, and to motivate every reader to be a global change-maker in their communities.

“Creativity can change the world, and arts can reach people in a way nothing else can. It is the universal language of the heart.”


Tradução:


A Haiti Music School é uma iniciativa de jovens para fazer uma mudança na recente nação destruída do Haiti.

Este blog vai explicar os detalhes deste projeto, com intenção de gerar apoio global e recursos para esse projeto, e para motivar cada leitor para se tornar um global change-maker em suas comunidades.

“Criatividade pode mudar o mundo, e as artes podem alcançar pessoas de uma forma que nada mais pode. Está é a linguagem universal do coração.”


reblogado de Haiti Music School

Começou o Horário da Palhaçada




E começou o Horário da Palhaçada! As famosas pérolas das eleições! E esse ano temos candidatos de peso como Ronaldo Esper e suas agulhadas, a mais nova discípula do póstumo Enéas além de seu cover, o filho do "Oiiiii Genteeee!", e o esposo da Mara Maravilha, mas o melhor de todos, é o Tiririca... Afinal pior que tá não fica! Hahaha!

Desse jeito fica difícil até para o Marcelo Adnet, que zuando tem muito mais cara de político que esses caras ai!




Mas uma coisa se destaca no discurso do Tiririca, nós não sabemos o que um Deputado Federal faz, ninguém ensina isso para o povo nem para os próprios políticos, para descobrir você tem que correr atrás da informação, afinal ensinar a sociedade sobre seus direitos, estrutura organizacional, política e governo não é obrigação, agora o nosso voto sim, esse é obrigatório afinal sem ele não haveria democracia, ou poderiamos chamar de pseudo-democracia? Mas até que ponto isso é fruto do nosso comodismo? Como bem canta Derek Webb na música A New Law:

"don’t teach me about politics and government | just tell me who to vote for"


por Gutojardim

Visitas ao inferno




Já visitei o inferno. Estive lá em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada sei sobre o "Hades" mencionado pelos religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa. O inferno que já conheci e que me machuca fica aqui mesmo, na terra dos viventes.

Já estive no inferno do engano. Há algum tempo, visitei um parque suíço, em Zurique, para onde convergiam os toxicômanos da cidade. Subi o viaduto que atravessa o parque e do alto contemplei um cenário surreal e dantesco. Lama, lixo e fezes, atolavam rapazes e moças naquele submundo. Ali não existiam humanos, apenas carcaças ambulantes. Naquela mesma noite, no avião, desejei dormir profundamente só para fugir do que testemunhara. Eu preferia qualquer pesadelo a ter que conviver com aquele cenário, tão real. Perguntei-me diversas vezes quem eram aqueles jovens. E porque se revoltavam contra o sistema. Se tentavam ser livres, criaram uma masmorra. Acabaram construindo o inferno com as próprias mãos.

Daquele dia, despertei: o Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um daqueles jovens tinha um pai. Um pai que pranteia porque não sabe como apagar as labaredas medonhas do lago de enxofre.

Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto.

Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e até promiscuidade. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar iniciativa, criatividade e esperança. Recordo quando, no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Depois de enroscar uma tira de couro no pescoço, deu partida em um motor, que não só o estrangulou como lhe decepou a cabeça. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra.

Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos. Sentei-me na roda de ímpios. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi sacerdotes alçando o vôo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespeareanas, eu próprio senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeado por suspeitas e boatos. Com o nome jogado em pocilgas, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos. E eu não sabia como reagir.

Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito. Eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros. Inferno é o corredor do hospital público na periferia do Rio de Janeiro. Inferno é o campo de exilados em Darfur. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é o asilo nos Estados Unidos, que não passa de um depósito onde os velhos esperam a morte.

Um dia, aceitei a vocação de lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me ao estudo porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça se beijarão.

Soli Deo Gloria
Ricardo Gondim


reblogado de Fora da Zona de Conforto

A Difícil Arte de Jogar Fora




Amo editar.

Na edição é possível cortar todos os erros daquilo que uma pessoa falou.
Ou é possível deixar somente as coisas erradas que ela falou.

Com a edição é possível transformar uma mesma cena original nos mais variados estilos.
Dependendo da sequência de cortes, dependendo da velocidade das imagens, dependendo da trilha sonora é possível transformar um drama em um comédia; um pastelão em documentário; um casamento em terror.

Talvez isso seja o que me fascine.
Gosto de transformar as "sobras" de vídeo em bem elaborados "erros de gravação".
Gosto de pegar um detalhe e transformá-lo no centro das atenções.
Gosto de esconder os erros mais gritantes e ficar com um sorriso maroto nos lábios [ sendo o único a saber como foi feita a correção ].

Mas muitas vezes sinto certa dor em editar.
Acontece quando é preciso sintetizar, por questões de excesso de tempo, a fala de uma pessoa.
Nesse momento sou transformado em censor.
Fico com receio de calar uma voz que precisa ser ouvida.
Fico com receio de abafar talvez o único momento de uma pessoa poder falar ao mundo sobre sua vida, seus sentimentos, seus pensamentos.

Alguém falou que editar é "a arte de jogar fora".
É uma arte difícil.
Ser o juiz daquilo que deve permanecer na edição final não é fácil.
Escolher os melhores momentos e deletar os menos importantes exige uma dose de sangue frio.
Porém é um trabalho que precisa ser feito.
A edição final precisa conter somente os melhores momentos.
Não é possível assistir a tudo.

Passo muito trabalho para editar minha vida.
Tenho dificuldades para jogar fora seus piores momentos.
Esses momentos teimam em voltar e voltar e voltar ao meu campo de visão.
No "documentário da retrospectiva de minha vida" os momentos tristes e desastrosos saltam aos meus olhos.
Esses momentos insistem em serem estrelas da edição final.
Minha luta de cada dia é para afastar os momentos tenebrosos da lembrança.
Retirar o medo do caminho.
Desobstruir da mente situações do passado que me envergonham.

Ainda bem que posso editar.
Vou pegar todos esses momentos tristes e reeditar.
Vou colocar uma trilha sonora cômica nos acidentes e rir assitindo com meus amigos.
Nas cenas de solidão colocarei uma música erudita em imagens bem lentas para parecer contemplativo. Juntarei todas as imagens de amigos do presente e do passado para não esquecer de nenhum deles. Todos as cenas de família seram remontadas mantendo somente os momentos felizes.
De todas essas edições farei um compacto bem ritmado. Rápido. Fulminante. Eletrizante. Como um filme de aventura.

Esse compacto quero assistir no início de todas as manhãs de minha vida.


reblogado de Nataniel Scheffler: Algumas reflexões minhas sobre a vida.

17 agosto, 2010

Hélvio Sodré - Último Ato




O palco já preparado
Começo de um estreia
E no roteiro da peça
A vida de mais alguém

As expressões mais distintas
Estão na dramaturgia
A trama se realiza
Em torno de uma rotina

E quando as luzes se apagam
A vida então se revela
Nem sempre se ouve os aplausos
Mas sempre a cortina se fecha

A vida além do teatro
A vida além da novela
Além do último ato
Existe vida eterna


Sexo, Deus e Katy Perry por Gerson Ortega




Lendo um artigo do Pavablog, resolvi pegar algumas frases da Katy Perry, cujo verdadeiro nome é Katy Hudson, e comentar um pouco sobre a realidade espiritual e a visão dessa moça, hoje superstar e sex simbol de toda uma geração, cujos pais são pastores pentecostais, cristãos radicais, segundo ela.

“Falar em línguas é tão normal para mim como ‘Passe o sal’… É um segredo, uma linguagem para a oração direta com Deus… Meu pai costuma falar em línguas, enquanto minha mãe interpreta. Esse é o dom deles… Quando pequena, eu não podia dizer que eu tinha sorte, porque minha mãe preferia que disséssemos ‘somos abençoados’. Ela também não achava que lucky (sortuda, em inglês) tinha um som parecido com a palavra Lúcifer… Eu não podia comer o cereal Lucky Charms (amuletos da sorte), mas acho que era por causa do açúcar. Creio que minha mãe mentiu para mim sobre isso” - Rolling Stone, agosto de 2010.

Interessante pensar que a Palavra fala sobre “falar em línguas para própria edificação… e se houver interpretação, que a façam pois mais pessoas podem ser edificadas”. Fica claro para mim também que línguas nunca foram e nunca serão “garantia” ou ” sinal” de santidade. Santidade é a vida, os atos, a coerência e não a forma, a plasticidade, a aparência, a reputação de “santo”. Paulo, certa vez, disse que falava em línguas mais do que todos aqueles que questionavam seu ministério, mas isso para ele, não era seu principal “cartão de visitas”. Será que na vida as coisas que acontecem são sorte/azar como uma moeda atirada para cima??? O que a Bíblia diz a respeito???

“Todas as coisas cooperam para o bem…”

“Fico chateada quando vejo Russell [Brand, ator e seu noivo], usando o nome do Senhor em vão e Lady Gaga colocar um rosário na boca. Acho que quando você mistura sexo e espiritualidade no mesmo recipiente e sacode bem, algo ruim acontece. Sim, eu disse que beijei uma garota. Mas não disse que beijei uma garota enquanto transava com um crucifixo.” - Rolling Stone, agosto de 2010

Interessante: parece que há alguma sementinha que foi plantada na vida dessa moça, mas “ser livre”, “transar com quem quiser, como quiser “, são espinhos que podem sufocar a semente. Afinal se pode beijar uma garota, por que não transar com um crucifixo???… seguindo a mesma “lógica”!! Sexo e espiritualidade não se conectam???? Bem, que sexo, que contexto, com quem, em que situação????

“Seja bendito o leito sem mácula…”

“Minha criação religiosa foi comicamente rígida, proibiram até mesmo de termos em casa qualquer coisa cujo nome remetesse ao diabo. Em nossa casa, não podíamos nem mesmo chamar ovos apimentados pelo seu nome popular. Ao invés de deviled eggs (ovos do demônio), tínhamos de chamá-los de “ovos angelicais”. (...)

A aparência do mal é e sempre será um desafio para os que se chamam cristãos. Novamente, formalidade e plasticidade em uma maneira de ser, podem não ser a resposta, mas evitar a aparência do que é mal é sempre bíblico. No VT Deus orientou o povo de Israel a evitar uma série de situações que hoje para alguns poderiam parecer “cômicas”. No NT, Jesus começa a destrinchar esse entendimento explicando, por.ex., que “aquele que olha para uma mulher com intenção impura, no seu coração JÁ adulterou com ela”.

Cômico? Rígido?

(...) Nunca fomos autorizados a falar palavrão. Eu sempre tinha problemas quando dizia “que inferno”… Só podíamos escutar música gospel. Não admira que eu me rebelei.“ - Celebrity Blend, 2009

“A boca fala do que o coração está cheio” …não creio que o problema é “autorizar ou não” a falar palavrões… O apóstolo Paulo fala sobre “evitar palavras torpes” porque não edificam. Tudo que eu xingo, amaldiçoo, mostra que não acredito que haja alguém que está no controle de tudo.

Até hoje se discute sobre ouvir ou não música não cristã. Filpenses 4:8 fala de tudo que é bom, de boa fama, se há virtude, se há louvor, nisso pensai” Será que essa palavra ainda vale para hoje? Como torná-la prática, e não “obrigatória”?

“Eles são um tipo diferente de cristãos. São até modernos. Sabe, às vezes as pessoas imaginam meus pais vestidos sempre como um pastor ou um padre. Não, na verdade, meu pai tem quatro tatuagens… ele é uma espécie de pastor rock and roll moderno“ - Beliefnet, janeiro de 2009

Os pais são até modernos, mas não me deixam transar com o crucifixo, ou não me deixam falar palavrão, e tem até quatro tatuagens!!! Uau! Que pai incrível! Mas sua filha tem raiva dele porque não a deixou descobrir um “novo mundo”?!?!?! Será que há algum grau de coerência aqui???

“Quando comecei a cantar música gospel, minha perspectiva das coisas era bem limitada e rígida. Tudo em minha vida estava muito ligado à igreja. Não sabia que existia um outro mundo além daquele. Por isso, quando saí de casa e vi tudo isso, pensei ‘Meu deus, caí no buraco do coelho branco e existe todo esse mundo de Alice no país das maravilhas aqui’” - Revista The Scotsman, 2009

Será que o mundo do chamado “cristão” se revela tão limitado assim? Será que nossa experiência com Deus não transcende sexo, rock and roll, drogas, e outras buscas chamadas “um novo mundo não descoberto” ?

Será que Katty conheceu a Jesus ou foi introduzida a uma religião…um conjunto de maneiras e atitudes não centradas no amor de Deus, na Palavra e no seu incrível sobrenatural?

Será que a criação de filhos hoje está meio “perdida” sem parâmetros ou coerência de vida e caminhada?

Será que o Espírito Santo está de férias?

Ou será que ninguém O procura mais?

Ou será que Jesus não é mais o mesmo ontem , hoje e eternamente???

O que você acha?


Comentários de Gerson Ortega
Com informações da Rolling Stone e da Flavorwire.
Tradução e edição: Jarbas Aragão


reblogado de Ministério Gerson Ortega

Você pode escolher o bem




"E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido." (Gálatas 6:9)

Há muitas pessoas cujo trabalho é fazer diretamente o bem. Por exemplo, um bom e honesto médico (ou médica) tem como prática buscar a restauração da saúde dos enfermos. Com seu conhecimento eles beneficiam os doentes providenciando cura ou alívio do sofrimento.

Um bombeiro diariamente trabalha com possibilidade de salvar vidas em situações de risco. São treinados para agir arriscando a própria vida a fim para livrar outros da morte, quer seja num edifício em chamas, nas águas revoltas de uma enchente, por entre destroços de um desabamento, etc.

Já pensou se um médico dissesse: - Cansei de fazer o bem; desisto. A partir de hoje escolho o mal. Vou adoecer pessoas e não curá-las. O que pensaríamos dele? Passaríamos bem longe de seu consultório! Na verdade ele seria um caso de polícia. Acabaria preso. E se o bombeiro dissesse: - Cansei de fazer o bem. Não vou salvar ninguém que esteja em perigo! Como o consideraríamos? Certamente alguém que perdeu o juízo.

O apóstolo Paulo nos orienta a não nos cansarmos de fazer o bem porque no tempo certo vamos colher frutos do bem que escolhemos fazer. Se desistirmos, nossa semeadura e colheita serão frustradas. Um cristão deve escolher o bem sempre. A palavra bem neste texto poderia ser traduzida como: bonito, gracioso, excelente, eminente, escolhido, insuperável, precioso, proveitoso, apropriado, recomendável, admirável. Escolher o bem em vez do mal é um princípio divino que acolhemos no coração quando nos convencemos da verdade. E são estas atitudes, condutas e escolhas genuinamente cristãs que calam os que contrariam a Deus:

"Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus." (1 Pedro 2:15,16)

Um garoto foi pescar com o pai. Ansioso preparou vara, linha, anzóis e iscas. Eram dez horas da noite. A temporada de pesca da perca (um peixe de água doce) começaria a partir da meia-noite. Outros peixes poderiam ser pescados, mas a perca só depois da meia-noite. Era a lei que preservava a reprodução daquela espécie.

Enquanto o pai se preparava para a noite de pesca, o menino lançou a sua vara no lago. Rapidamente sentiu que um peixe fisgara a isca e não era um peixe comum. A força era anormal. Gritou para o pai pedindo ajuda. Deveria ser um peixe do tamanho que nem ele nem seu pai havia pescado antes. Cuidadosa e lentamente começou a trazê-lo. Quando o tirou da água era de fato uma imensa, enorme, grandiosa e arfante perca.

Ambos ficaram em silencio por um tempo. O garoto então disse: - Pai, nós nunca pescamos um peixe deste tamanho! O pai concordou com a cabeça e olhou para o relógio respondendo: - É uma beleza de peixe! Nunca pescamos um desse tamanho, filho! Mas é uma perca. Ainda não é hora em que podemos pescá-lo. O garoto ainda olhou ao redor a tempo de perceber que não havia ninguém que pudesse ver o que eles pescaram. Ainda disse como num lamento: - Faltam menos de duas horas... Talvez eu nunca mais pesque um desse tamanho novamente. E o pai também lamentando: - É verdade filho. É bem provável que nunca mais consigamos pescar um desses. Mas temos que devolvê-lo ao lago.

Calado e obedientemente o garoto tirou o anzol da boca do peixe e o devolveu à água a ponto de vê-lo volumoso mover a superfície e sumir na escuridão das águas. E, como havia previsto, nunca mais conseguiu pescar uma perca daquele tamanho.

O menino cresceu, no entanto compreendeu a importância daquele momento em sua vida. Seu pai o ensinara que fazer o certo é o melhor em qualquer situação ou circunstância da vida. Mesmo quando ninguém está olhando. Agora ele colhia os frutos daquela escolha. O princípio de não se cansar de fazer o bem, o correto, o recomendado, o apropriado ficou interiorizado em seu coração e, por isso, podia dar graças a Deus.

"Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus." (3 João 1:11)


Devocional CRE - 09.08.10
Joubert de Oliveira Sobrinho



reblogado de Em Família por Joubert

16 agosto, 2010

Há vida sobre os escombros




Historicamente, tijolos são importantes para os homens. Temos uma forma muito peculiar de dar valor a certas coisas. Na antiguidade, os egípcios eram conhecidos por “empilhar” tijolos de forma pitoresca. Até hoje as famosas pirâmides servem como inspiração artística e referência arquitetônica.

A grande maioria das “maravilhas do mundo”, sejam elas antigas ou modernas, se baseavam em tijolos. É muito interessante observar que o homem tem uma necessidade de imprimir seu legado, de projetar algo concreto, de promover algo visível e palpável sobre a sua própria existência a fim de prolongar sua estada na Terra.

Hoje, grande parte da população humana vive em centros urbanos onde os tijolos têm um papel fundamental no cotidiano das pessoas. Nossa selva de pedra é essencialmente formada por tijolos que produzem obras suntuosas, formando os grandes monumentos da modernidade. As construções faraônicas ainda hoje alimentam uma rivalidade medíocre de vaidades.

Infelizmente, a fé, na maioria dos casos, é baseada no que vemos. Crer em algo abstrato e de dimensões desconhecidas não é muito atraente para nós. Temos uma falsa necessidade de conforto e abrigo por meio do concreto. Existe uma lamentável inversão de valores, até o momento que a terra treme e tudo o que consideramos reflexo de segurança e comodidade vai ao chão.

Percorrendo as ruas da devastada Porto Príncipe, capital do Haiti, pude observar muito ferro retorcido e quantidades inimagináveis de tijolos em forma de escombros. Ironicamente, segundo as crenças egípcias, as pirâmides tinham o propósito de criar uma atmosfera favorável para o processo de transição da vida após a morte. As gigantescas tumbas eram responsáveis por grande parte da produção de tijolos da época. Essencialmente, a situação é a mesma. A única diferença é que no Haiti as pessoas foram sepultadas com vida, mas o paralelo entre os tijolos era evidente para mim. Vi grandes tumbas formadas por escombros permeando as ruas da cidade. Imaginar que, em poucos segundos de tremor, grandes construções e até palácios se transformaram em tijolos destroçados, formando uma terrível imagem do caos.



Gostaria de apagar da memória algumas imagens que presenciei. Vi muito lixo e esgoto a céu aberto, vi a fome das pessoas, vi o desespero de alguns vagando sem rumo e sem perspectiva. Estima-se que existam mais de dois milhões de desabrigados. Os escombros serviam apenas para emoldurar o caos. Definitivamente não podemos transcrever a situação com palavras.



Quando entramos no Camp (acampamento de desabrigados) de Sité Soleil, vi uma realidade áspera e de difícil digestão (curioso falar em digestão no Haiti, nunca fiquei tanto tempo sem comer). Segundo fontes confiáveis, este Camp é um dos mais perigosos do Haiti. Lá pudemos ver milhares de pessoas vivendo em condições subumanas. Não há banheiros e a ajuda humanitária tem muita dificuldade para levar água e comida nesta região. Famílias inteiras vivendo em barracas no meio da lama e do lixo. Éramos recebidos com uma hostilidade muda. Os haitianos têm um olhar questionador que falava muito mais do que palavras, aliás, quando alguma palavra era pronunciada por eles era, na maioria das vezes, em creole e, raramente em francês – línguas que evidentemente não dominamos.



Continuando nosso percurso vi uma cena que marcou minha vida. Era um rio de lixo. Toda aquela sujeira e mau cheiro não estavam lá por causa do terremoto que abalou o país em janeiro de 2010. Aquela situação era reflexo de mais de dois séculos de uma independência cativa que o Haiti ainda vive.



Depois de pouco mais de dois meses do terremoto vemos que o país ainda está em choque. Não há nenhum tipo de serviço público. Escolas e repartições públicas ainda estão fechadas. O comércio é informal e absurdamente carente. As construções que ainda permanecem de pé não são utilizadas em razão do medo de novos tremores na região. A cidade de Porto Príncipe adotou as ruas e avenidas como banheiros e dormitórios.



Tive vontade de largar minha câmera e gritar pelas ruas, mobilizar, limpar, organizar… iniciar a reconstrução. Mas a verdade é que quanto mais tempo eu permanecia na região, menos eu queria sorrir; em alguns momentos – confesso: cheguei a desanimar. Comecei a olhar com olhos naturais para a situação e não via saída.



Estávamos com um grupo de missionários que, com recurso brasileiro, compraram 12 toneladas de mantimentos e 30 caixas d’água na República Dominicana e levaram para o Haiti. Para mim foi um grande privilégio participar, ainda que de forma muito tímida, do processo – ajudei a descarregar o caminhão de mantimentos. Esta simples tarefa significou muito para mim. Não é possível documentar uma situação sem realmente vivenciá-la.

Acredito que uma boa imagem vale muito mais do que mil palavras. Diante do caos, a busca por “imagens que falassem” chegava a ser exaustiva. O mais interessante é que, neste momento, eu ainda buscava uma imagem que pudesse me inspirar e me trazer esperança novamente. Pela primeira vez, em muitos anos de profissão, fiquei com o olhar totalmente desfocado (obviamente é muito difícil de descrever…).



Vagarosamente, a imagem da esperança começou a se formar diante dos meus olhos. Na medida em que as fronteiras culturais ficavam menores, as barreiras caíam. Comecei a ver a riqueza do país; dia após dia, as virtudes daquela nação começaram a desabrochar diante dos meus olhos: pessoas inspiradoras, homens e mulheres que baseiam suas vidas em algo muito maior e mais consistente do que tijolos.

A fé de alguns mostrava um certo antagonismo. No meio do caos, era possível observar que algumas pessoas não se renderam ao desânimo e não deixaram sua vontade de viver se abalar pelo tremor. O sorriso no rosto deles servia como mola propulsora para nossas vidas. O desconforto, as dificuldades com o idioma e os transtornos de logística se transformaram em meros detalhes diante da nossa motivação. Finalmente, eu podia visualizar a direção que deveríamos tomar para documentar aquela realidade: Ainda existe esperança!



É tempo de reconstruir! (aqui vale um plágio da obra de um grande amigo)

Percebi que a reconstrução começa no coração, na fé e na esperança. Quando os ideais são mais fortes que as circunstâncias, as coisas realmente acontecem. Saímos do Brasil com o intuito de ajudar e fomos inundados por uma chuva torrencial de esperança. Utilizar a linguagem fotográfica e a narrativa cinematográfica para contar aquela história é, no mínimo, um grande privilégio.

É importante mencionar que minha percepção é um recorte da realidade. Andamos por um país destroçado, corrupto e sem rumo. Muitos vivem sufocados nas tradições religiosas, outros preferem amargar no total ceticismo. Sabemos que é necessário muito mais para ver este povo reverter o quadro desta nação. Ainda assim, entendo que nosso papel não é fomentar uma utopia, mas sim, focar nas flores raras que brotam em meio a sequidão do deserto.



Já estou contando os dias para ver novamente aqueles sorrisos e reencontrar pessoas carentes que nos pediram, sem palavras, para voltarmos. Não vejo a hora de receber mais um banho de motivação e esperança. Preciso ver novamente aqueles que vivem entre os escombros, que lutam por água e comida, mas que se alimentam com fartura da fé em Deus.


por Alyson Montrezol

12 agosto, 2010

The Social Network




The Social Network é tão aguardado e especulado filme que conta a história da criação do Facebook, a maior rede social do mundo com mais de 500 milhões de usuários ativos.

O filme tem direção de David Fincher (Se7en e Clube da Luta) e conta com Jesse Eisenberg (Zumbilândia e Adventureland) no papel de Mark Zuckerberg, o criador do portal que hoje é mais acessado que o próprio Google.

Não demorou muito para surgir algumas paródias na net, e aqui vai a mais legal, uma paródia sobre o a história do Youtube!



+ infos do filme no site oficial aqui!

por Gutojardim

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos




Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I - “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II - “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III - “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV - “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar...
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...

V - “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI - “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII - “A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS”
...Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...
... Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
... Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
... Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...
...Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

VIII - “DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!”
...mas eu paguei o preço.
...mas eu fiz por onde merece-la.
...mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha... Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX - “NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM”, mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X - “A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA” é o que dizemos, mas na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.


reblogado de Alternativa 7 original de Gosto de Ler