17 fevereiro, 2010

Competição a flor da pele



Esses dias está acontecendo em Vancouver a Olímpiada de Inverno 2010. Um dos maiores eventos de esporte do mundo, e que a respeito das Olímpiadas normais atrai os olhares atentos do mundo todo, até de países onde neve só na tv como o caso do Brasil.

Mas o que mais chama a atenção nos jogos não é a velocidade das descidas rápidas de esqui, as manobras do snowboard ou a arte da patinação no gelo. O que chama realmente a atenção é até onde os competidores estão dispostos a competir pela medalha de ouro.

Isso me faz pensar em como muitas vezes competimos na vida: ultrapassamos e fechamos carros para não perdemos nosso lugar no transito de Sampa, aumentamos o volume do nosso som para que o vizinho que gosta de pagode engula pelos ouvidos o nosso rock, tentamos crescer e ganhar promoções no trabalho mesmo que isso signifique atropelar nossos colegas e superiores, e outros competem com o melhor amigo pela garota X e depois que fica com ela o rapaz se cansa dela e corre atrás da garota Y.

O engraçado é pensar que essa sede por competir com os outros existe dentro da igreja, não só na questão de quem tem o melhor ministério, isso vai além, vai até o ponto de quem é mais santo, quem tem mais fé ou mesmo quem vai morar no céu e quem não vai (sério! já vi disso também), bem coisa de fariseu, e essa primazia competidora vem desde a época do cultinho afinal quem não tinha uma certa invejinha do coleguinha que contava mais vitórias da semana e daquele que ganhava todas as competições que a tia fazia.

Vi isso no acampa desse ano, vi como a sede por vencer sobe a cabeça, fui vítima disso na verdade (haha, ano que vem tente apitar algum jogo para você ver como o sangue sobe na cabeça dos times na hora que eles estão perdendo). Competir é a lei, afinal Paulo comparou a vida cristã com uma corrida, devemos competir devemos vencer... nem deve ter passado na mente de quem entendeu assim que o competir e o bom combate se referia a disputar consigo mesmo, com seu "EU", com sua carne, com suas convicções humanas, com a indiferença para com o próximo, com a voz que sussurra dentro do seu ego a falsa regra do jogo: ambição!

Sabe eu quero ver, cenas como essa aqui acontecerem na minha vida, quero abrir mão de fazer um gol para o goleiro adversário ser atendido, quero dar minha vez ao outro, quero carregar a minha cruz sabendo que nela se encontra minha missão que tem como objetivo a vida do próximo não a minha, quero ver meu ego sendo suprimido pelo amor de Deus. Nisso sim, eu quero ganhar a medalha de ouro!


por Gutojardim

2 comentários:

Alexandre disse...

Difícil é vencer nossa própria ambição de ganhar,confesso q tenho esse defeito é difícil você ver seu oponente comemorando algo q poderia ser seu e você "saber" ou pelo menos achar que você tem mais competência q seu oponente q ganhou, pra ser sincero ñ gosto de perder nem no par ou impar na hora do futebol pra ver com quem fica a bola ou o lado do campo, mais acho q isso esta dentro de quase todos nós, o problema é q as vezes muita competividade acaba passando por alguns princípios nossos, por isso devemos estar atentos, até quão é valida a competividade, será q vale a pena vencer algo trapaceando assim perdendo seu caráter mais ganhando a competição de futebol, uma namorada, uma vaga de emprego e como foi falado no post até mesmo na igreja?Vale a pena?Isso é algo pelo qual Deus me fez pensar e quero mudar em minha vida.

Ótimo post Gustavo e foi mal pelas reclamações no acampamento

abraço's

Gutojardim disse...

Que isso cara, competir faz parte, mas vencer não é o cerne! O centro de tudo, como todo mundo já cansou de ouvir é competir sem se importar com o resultado, seja no futebol ou no vestibular, afinal em tudo o que fazemos estamos tratando com pessoas! agora quando o adversário é a nossa carne temos que vencer, afinal é ela quem nos faz agir da forma errada!
abraço amigo!